Jonas e Andressa cultivaram uma amizade intensa por mais de 10 anos. Quando um beijo inesperado abriu espaço para um romance sem rótulos, eles viveram entre a amizade e o desejo. Mas tudo mudou em um jantar com expectativas trocadas. Hoje, no Dia dos Namorados, ele resolve escancarar seus sentimentos ao vivo na Band FM. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta quinta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados.
A Andressa entrou na minha vida quando eu tinha 20 e poucos anos. A gente era da mesma turma de amigos e, como nós éramos muito parecidos, a gente se se aproximou bastante.
Ela tinha os mesmos, os mesmos gostos que eu. Mesmo estilo de música, de passeios, de hobby, até time de futebol e gosto para comida. Era impressionante! E mesmo assim, por incrível que pareça, a gente nunca teve nenhum interesse um no outro além de amizade.
Essa amizade durou mais de 8 anos. 8 anos sendo minha melhor amiga, a pessoa com quem eu dividia meus problemas e, inclusive, falava sobre as mulheres com quem eu ficava ou namorava.
A Andressa também me contava tudo, e eu ouvia e aconselhava com o maior carinho do mundo.
Mas olha só como as coisas são... Teve uma época das nossas vidas em que nós dois sofremos por amor. A minha namorada, do nada, terminou tudo comigo, e a Andressa tinha acabado de descobrir que o namorado dela tinha outra.
Nós dois estávamos com o coração partido ao mesmo tempo. Até nisso a gente era parecido.
Um beijo que nunca deveria ter acontecido
Um dia, a gente combinou de sair para afogar as mágoas e, naquela noite, a gente bebeu tanto, mas tanto que nós acabamos nos beijando – coisa que jamais tinha passado pela nossa cabeça e que a gente nunca tinha chegado nem perto de fazer, apesar de a gente estar sempre junto.
No dia seguinte, além da ressaca física, veio também a ressaca moral.
– Que loucura que a gente fez ontem, Jonas.– Nossa... eu... eu nem sei o que dizer.– A gente passou da conta. Mas foi a bebida. Eu sabia que não devia ter bebido tanto.– Bom, agora já foi e, pra mim, pelo menos, não muda nada entre a gente. Eu não quero que isso atrapalhe a nossa amizade.– Nem eu! Imagina! Você é meu melhor amigo há quase 10 anos!– Mas fala a verdade... que foi bom, foi, vai!– Ah, Jonas. Fica quieto, vai.
O que aconteceu foi que aquele beijo não atrapalhou em nada a nossa amizade. Mas, vou ser sincero: ele abriu uma porteira que estava muito bem trancada.
Depois disso, a gente começou a ficar, de vez em quando. Não tinha compromisso, nem cobranças, era só uma coisa que rolava quando a gente estava ali, de boa, no clima.
Por um tempo foi só isso. Mas, aos poucos, os nossos carinhos foram ficando mais íntimos, se é que você me entende.
Entre o desejo e o medo de perder a amizade
Ainda assim, a gente não levava como um relacionamento. Era mais uma "amizade colorida", como dizem por aí. E, para mim, tava ótimo porque a Andressa era a mulher mais parceira que eu conhecia e era bom ter alguém para estar junto, ainda mais sem compromisso. Além do mais, eu ainda estava com o coração meio amassado depois do meu último namoro. E a Andressa… bom, ela conseguia, pelo menos por algumas horas, aliviar um pouco dessa tristeza que eu tinha.
Só que, é claro, as coisas não iam ser tão simples assim…
Depois de um tempo, eu comecei a notar que a Andressa, talvez, estivesse criando um sentimento diferente por mim. Não era mais só aquela amizade colorida descomplicada.
Ela tava diferente. No jeito de olhar, nas mensagens que mandava, no carinho fora de hora… Era como se, aos poucos, ela estivesse esperando mais de mim, mais do que eu, naquele momento, estava pronto para dar.
Eu fingia que não tava vendo porque o meu maior medo era perder a Andressa. Não a Andressa com quem eu ficava, às vezes, mas a minha amiga. Aquela que esteve na minha vida durante tantos anos, que me conhecia como ninguém e que eu confiava de olhos fechados.
"Só que quanto mais eu fingia que nada estava mudando… mais as coisas mudavam."
Quando o silêncio começa a machucar
A Andressa já não conseguia esconder que estava gostando de mim. A gente ficava nesse jogo de gato e rato, um sabendo o que o outro tava pensando, mas os dois fingindo que não sabiam. E, coitada, para ela era muito pior. Por isso um dia... um dia, acho que ela cansou de guardar tudo aquilo dentro dela e quase abriu o jogo.
– Jonas... Eu... eu... bom...– O que foi, Andressa?– É que assim. Eu andei pensando e... as coisas... sabe?– Que coisas?– A gente. Tipo, eu e você... Eu andei pensando e eu não sei se...– Não sabe se...?– É que eu não tô... Aliás, eu tô... O que eu quero dizer é que eu acho que a gente não devia mais...– Não devia mais o quê?– Quer saber? Nada! Deixa quieto. Esquece.
Eu sabia o que era. Sabia exatamente o que ela ia dizer.
Ela ia falar que a gente precisava parar… parar de ficar junto, de se envolver, de misturar as coisas. Que tudo aquilo estava fazendo mal pra ela.
Mas quando ela desistiu de falar, eu também não insisti. Não quis ouvir. Não quis dar espaço para aquilo. A verdade é que eu não queria que as coisas mudassem. Não queria que a gente se afastasse. Não queria que ficasse um clima estranho entre nós. Era muito mais fácil fingir que nada tinha acontecido. Muito mais fácil seguir a vida do jeito que estava.
Do susto à certeza: quando o amor falou mais alto
Por outro lado, eu sabia que precisava, aos poucos, colocar limites.
Não era justo com ela. Não era justo alimentar uma esperança que eu não podia corresponder.
Por mais que doesse, e doía em mim também, eu tinha que deixar claro, mesmo que de forma sutil, que o que existia entre a gente era, acima de tudo, amizade. Só amizade.
Era o certo a fazer. E foi o que eu tentei fazer.
A gente continuou amigo, continuou ficando vez ou outra, mas eu, cada vez mais, dava um jeito de reforçar que ela era, acima de tudo, minha melhor amiga. Eu sempre soltava uma frase no meio da conversa, um elogio que deixava claro o quanto eu valorizava nossa amizade, mas sem abrir espaço para que ela criasse expectativa de algo a mais.
No fundo, eu sabia que aquilo podia ser meio cruel, mas foi a forma que eu encontrei de tentar preservar o que a gente tinha, sem precisar afastá-la de vez da minha vida.
Os meses foram passando e a gente foi levando do jeito que dava. Mas, no fundo, eu sabia que era questão de tempo até a Andressa me colocar na parede ou encerrar de vez aquilo que a gente tinha.
Quando eu recebi a promoção que eu estava esperando há tanto tempo, a primeira pessoa que veio na minha cabeça foi a Andressa. Era com ela que eu queria dividir aquela alegria. Eu tava tão feliz, tão animado, que na hora peguei o telefone, liguei pra ela e falei: “Se arruma bem bonita hoje. A gente vai sair pra jantar. Tenho uma surpresa pra você.”
À noite, passei na casa dela, e ela tava mesmo maravilhosa. Ela caprichou como eu nunca tinha visto.
Eu resolvi levar a Andressa em um restaurante bem chique, porque, afinal, a partir daquele dia, o meu salário ia dobrar. Era muita felicidade pra um cara só. E eu percebia que ela também tava animada, com aquele brilho no olhar, mesmo sem saber qual era a surpresa.
Quando a gente sentou, eu já pedi um champanhe. Estava animado demais, queria comemorar em grande estilo. Assim que as taças chegaram, eu não aguentei e contei logo que tinha recebido a promoção!
Eu esperava que ela fosse vibrar comigo, dar um abraço apertado, brindar com aquele sorriso que sempre me desmontava. Mas… não foi isso que aconteceu. Na verdade… ela murchou. E eu, na hora, não entendi o porquê.
– Não! Claro que eu fiquei feliz, Jonas. Você merece e eu sei há quanto tempo você queria.
– Então... por que você tá com essa carinha?
– Bobagem. Deixa quieto.
– Andressa, fala... por favor. A gente sempre dividiu tudo. Você pode confiar em mim.
– Você sabe que dia é hoje, Jonas?
– 4 de junho, por quê?
– Hoje faz um ano! Um ano que a gente se beijou pela primeira e... Ah! Eu sou muito idiota, mas... eu achei que esse jantar era... era para comemorar... e para... eu achei que você fosse. Ah, eu sou uma tonta mesmo.
"Foi horrível. Naquele instante, caiu a minha ficha."
A Andressa tinha certeza de que aquele jantar era pra comemorar um ano do nosso primeiro beijo… e, pior ainda, ela achou que eu ia pedir ela em namoro. Eu me senti um idiota. Nunca passou pela minha cabeça que ela estivesse criando tantas expectativas. E ali, no meio daquele restaurante, com ela tentando disfarçar a decepção, eu simplesmente não soube o que dizer.
Eu fiquei arrasado. Arrasado por não ter me dado conta da data, arrasado por ver a decepção estampada no rosto da Andressa, arrasado por tudo. Era como se, de repente, todo aquele tempo de amizade, de leveza entre nós, estivesse desabando ali, naquela mesa. E o pior: eu não tinha nem como consertar. Não tinha o que dizer que apagasse o que ela estava sentindo.
Para tentar quebrar o gelo, eu forcei um sorriso, fiz uma brincadeira, tentei descontrair, disse que a gente podia comemorar em dobro, então, a promoção e a data. Mas é claro que, para ela, aquilo não teve a menor graça. Ainda assim, a Andressa, que sempre foi especial demais, respirou fundo, engoliu a tristeza e tentou comemorar comigo.
Naquela noite, eu voltei pra casa e, por mais que tentasse, eu não consegui ficar feliz. Justo no dia em que eu tinha conquistado a promoção que tanto sonhei! Era pra eu estar comemorando, vibrando, mas quando eu deitei na cama, o que vinha na minha cabeça, sem parar, era o olhar de decepção da Andressa. Aquilo me doeu, viu? Doeu de verdade. Muito mais do que eu esperava.
Eu comecei a pensar em tudo o que a gente tinha vivido. Na nossa amizade, nos momentos que a gente dividiu, nas vezes em que ela esteve do meu lado sem pedir nada em troca. Lembrei dos conselhos, das brincadeiras, das conversas, sérias e bobas, e também dos momentos de carinho, de intimidade… Foi aí que me dei conta que, há um ano, era só com ela que eu ficava. Não porque a gente tivesse combinado, mas porque eu não tinha mais vontade de estar com ninguém além dela.
E mais... eu percebi que a Andressa era a primeira pessoa com quem eu queria falar sempre. Quando algo bom acontecia, era ela que eu procurava. Quando alguma coisa ruim me abalava, era nela que eu pensava. E aquilo me bateu com força.
“Demorei, mas entendi: era amor o tempo todo”
E é por isso que hoje eu tô aqui.
Há alguns dias, eu fiz a mulher mais incrível do mundo sofrer. Mas eu entendi… eu entendi tudo.
Sou um bobo, um lerdo, mas eu entendi.
E é por isso que hoje, dia 12 de junho, Dia dos Namorados, eu tô aqui.
Tô aqui ao vivo, na Band FM, falando para o Brasil inteiro ouvir.
Falando pra você, Andressa, que tá agora aqui do meu lado agora, sem entender direito porque eu te pedi pra ouvir oQuem Ama Não Esquececomigo.
Tô aqui pra dizer o que eu devia ter dito há muito tempo.
Andressa, você é a pessoa mais especial que eu já conheci.
Obrigado por ter entrado na minha vida. Obrigado por nunca ter ido embora. E obrigado, de coração, por ter tido paciência de esperar por mim.
"Agora eu é que não quero mais esperar. Você quer namorar comigo?"
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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