Depois de receber um diagnóstico errado, Fabiana viu sua saúde piorar rapidamente até descobrir um câncer em estágio avançado. Ao lado da filha Gabriela, enfrentou dores, internações, a perda do pai e o medo constante de não sobreviver. Mas também descobriu uma força que só quem ama conhece. Leia o relato de Gabriela no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta segunda-feira, 9 de junho.
Desde sempre, eu tive um laço muito especial com a minha mãe. Quando ela enfrentou o momento mais difícil da vida dela, eu senti cada dor como se fosse em mim. Mas eu segurei firme, enxuguei as lágrimas, respirei fundo e permaneci de pé. Por ela e para ela.
A dor que ninguém conseguiu explicar
Estava tudo bem. Tudo parecia normal, até que minha mãe começou a sentir uma dor muito forte na barriga. Fomos ao hospital e deram o diagnóstico de infecção intestinal. Durante dois meses, ela seguiu direitinho o tratamento. Mas a dor voltou ainda mais forte. Era uma cólica tão violenta que ela dizia sentir como se o abdômen estivesse dando um nó. Voltamos ao hospital — e foi aí que nossa vida mudou para sempre.
— Gabriela, não é normal sua mãe ter essa infecção de novo. Ainda mais tão rápido...
— Doutor, eu só quero que ela pare de sentir dor. Pede qualquer exame, por favor!
O médico pediu novos exames e, após uma consulta, saímos da clínica com um pedido urgente de biópsia. Mas o que mais me assustou foi o que estava escrito: “lesão vegetante do reto”. Pesquisei na hora — e vi a palavra “câncer”. Entrei em choque.
Mesmo tentando manter a calma e esperando o resultado oficial, a angústia era insuportável. E o resultado veio: câncer avançado, comprometendo 80% da parede do intestino. A passagem estava quase obstruída. O medo tomou conta. Era como perder minha melhor amiga antes mesmo de ela partir.
O diagnóstico que virou sentença
Naquela noite, vi minha mãe desabar. Mas no dia seguinte, ela acordou com uma força que eu nunca tinha visto. Disse: “Esse diagnóstico não é o meu fim”. E começou a nossa corrida contra o tempo.
Vieram mais exames. A ansiedade por cada resultado era sufocante. Mas uma boa notícia trouxe esperança: o câncer não tinha se espalhado. A luta ainda era grande, mas nossa fé aumentou.
Durante três meses, enfrentamos noites em claro, dores, medo. Até que a cirurgia foi marcada. Mas, antes disso, um novo exame trouxe a pior notícia:
"O tumor cresceu rápido. Agora, 100% da parede intestinal está comprometida. Ela precisa ser internada com urgência."
No hospital, engoli o choro e orei como nunca. A cirurgia que duraria três horas demorou oito. A angústia era insuportável. Quando os médicos me chamaram, disseram que a cirurgia foi um sucesso, mas minha mãe precisaria de uma ileostomia — a bolsinha da vida, como passamos a chamá-la.
A bolsinha da vida e a luta pela sobrevivência
Ela passou 4 dias na UTI e mais 15 internada. Voltamos pra casa com esperança. Mas um dia depois, ela teve uma infecção grave e voltou às pressas para o hospital. Foram mais 20 dias lutando para conter o avanço da infecção, com fé e perseverança.
Mesmo com tantos desafios, minha mãe iniciou a quimioterapia. E justo antes da segunda sessão, perdemos meu avô. A dor foi imensa, mas, incrivelmente, ela transformou esse luto em força para continuar lutando pela vida.
Foram 12 sessões. E, na última, fizemos festa: ela vestida de Mulher Maravilha, balões e o carro com a frase “Buzine! Minha última quimioterapia”. As pessoas nas ruas vibraram com a gente.
Vitória, fé e um final surpreendente
Seis meses depois, ela tirou a bolsa de ileostomia. Hoje, com três anos de remissão, minha mãe vive normalmente, sem sinais da doença. E ainda ajuda outras pessoas a enfrentarem o mesmo caminho, sem vergonha, com fé e coragem.
Se você tem alguém passando por isso, acolha. Diga: “cura”. As palavras têm poder.
E é com o coração transbordando que eu digo: nós vencemos, mãe. Você é minha heroína.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação do Band.com.br.
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