Expulsa de casa pela irmã por causa de ciúmes, Eliane perdeu os pais, foi traída durante a gravidez e criou o filho sozinha. Quando já não esperava mais nada da vida amorosa, ela reencontrou um antigo conhecido — o homem que um dia foi a paixão da irmã — e tudo mudou. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta segunda-feira, 30 de junho.
O destino tem dessas coisas que a gente nunca entende direito e, às vezes, a vida escapa do nosso controle e embaralha os sentimentos.
Uma briga boba que virou rompimento familiar
Quando eu era nova, eu me mudei de Pernambuco para o Rio de Janeiro. Por um tempo, eu fiquei na casa da minha irmã, Elisandra, que já morava lá.
Eu tava muito animada porque seria uma grande oportunidade para mim e os primeiros dias foram bem gostosos. Tudo era novidade! O lugar, o estilo de vida e até os rapazes... Parecia outro mundo.
Nessa época, a Elisandra era completamente obcecada por um homem chamado Anderson, que era motorista de ônibus. Ele era o sonho dela e ela só falava nele.
Mas, apesar de toda essa paixão, nunca aconteceu nada entre eles.
Tudo até que ia bem, mas, como acontece com muitas irmãs, a convivência começou a desgastar a nossa relação e depois de três meses morando com ela, nós tivemos uma briga muito feia.
A Elisandra era extremamente ciumenta e tinha um sentimento de posse pelas pessoas, como se ninguém ao redor pudesse ter amizade além dela.
No meu aniversário, um amigo da minha irmã me deu um colar lindo de presente. Eu amei!
Mas o que era para ser só um gesto carinhoso, acabou virando motivo de uma briga enorme.
A Elisandra simplesmente surtou, disse que o amigo estava flertando comigo e que eu tava dando mole para ele.
E Não. Não tinha nada disso. Não tinha nada a ver.
Esse amigo era como um pai para mim. Ele me ajudava demais naquela fase em que eu ainda tava começando uma vida nova, em uma cidade completamente diferente.
Mesmo assim, ela não quis saber e a briga, que começou por uma besteira, tomou uma proporção tão grande, que ela acabou me expulsando de casa.
O beijo do motorista e o silêncio do dia seguinte
Eu fiquei arrasada. Apesar das diferenças, nós éramos irmãs! Irmãs!!! Eu estava lá só há três meses e ela sabia o quanto aquele recomeço era importante para mim.
Mas essa foi a escolha dela e eu não tive outra opção a não ser seguir.
Eu fui trabalhando, enfrentando as dificuldades que apareciam e, de certa forma, recomeçando, de novo, sozinha.
Eu e a Elisandra ficamos muito tempo sem nos falar. Nesse tempo, ela conheceu outra pessoa e até se casou.
Uma noite, eu estava voltando pra casa e o ônibus que o Anderson trabalhava passava na minha rua. Quando ele me viu, ele parou bem na minha frente.
– Oi, Eliane! Nossa, quanto tempo! Como você tá?
– Tudo bem, Anderson. Tudo ótimo! E você?
– Tô bem também, mas agora eu não consigo conversar direito. Deixa eu terminar essa viagem, que eu passo aqui para a gente bater um papo. Pode ser?
Eu não achei que ele ia voltar, mas ele voltou.
O Anderson foi até a minha casa, e a gente conversou como se o tempo não tivesse passado.
Eu falei sobre a briga com a minha irmã e o papo foi fluindo por horas e horas, até que, de repente, ele... ele me beijou. Nós ficamos juntos naquela noite e foi absolutamente mágico.
Mas, no dia seguinte, nada! Nenhuma mensagem, nenhum sinal.
Sendo bem sincera, eu não sei o que aconteceu. Talvez tenha sido só falta de comunicação.
Dias depois, eu mudei de bairro e não o vi mais.
Uma parte de mim ficou bem chateada porque o que parecia era que ele só queria mesmo coisa de uma noite. Então eu segui em frente, sem nenhuma esperança de nada.
Traição na gravidez e a morte da mãe
Mesmo morando perto da minha irmã, já fazia uns dois anos e meio que a gente não tinha contato nenhum, até que a minha mãe pediu para que a gente voltasse a se falar.
Foi assim que, mesmo machucadas, pelo pedido da minha mãe, a gente começou a se reaproximar.
Olhando hoje, parece que ela já sentia o que estava por vir porque poucos meses depois, minha irmã descobriu que estava bem doente, e já num estágio avançado.
Foi um choque para toda a família, mas nesse momento, eu não pensei duas vezes... Eu deixei minhas mágoas de lado e fui cuidar dela.
Eu estive presente em tudo! Consultas, exames, internações… e, infelizmente, também no... também no enterro.
É... A doença venceu. E a minha irmã se foi.
A dor foi sufocante. E, mais do que tudo, doeu pensar que nós tínhamos passado dois anos e meio afastadas por algo tão pequeno, tão bobo… por feridas que poderiam ter sido curadas antes.
Foi durante esse tempo que conheci outra pessoa, o homem que viria a ser o pai do meu filho, João Gabriel. A gente se conheceu em um bar, e o relacionamento durou sete anos. Mas tudo desmoronou no mesmo dia em que descobri que estava grávida.
Naquele mesmo dia, eu descobri também que estava sendo traída.
Eu me senti suja, tão enganada, que eu não tive dúvidas e me separei sem olhar pra trás.
E, depois do nascimento do João Gabriel, ele nunca mais apareceu, nunca procurou o próprio filho.
Ele voltou. E ela disse “sim”
Mas os dias difíceis não acabaram ali.
Pouco tempo depois, nós descobrimos que minha mãe também estava doente.
Nós cuidamos, fizemos de tudo e ela batalhou o quanto podia, mas os médicos deixaram claro que... que não tinha o que fazer.
Depois disso, alguma coisa nela mudou. Era como se, naquele momento, ela desistisse de vez de lutar.
Ela tinha visto de perto todo o sofrimento que a gente tinha passado com a minha irmã e ela não queria aquilo para ela. Ela queria paz e por isso ela fez um outro pedido.
Ela queria morrer na terra dela. Ela queria voltar para Pernambuco.
Não tinha como negar esse pedido. Naquele momento, eu não podia ir embora e por mais que me doesse ter que ficar longe dela, nós a levamos de volta para Pernambuco.
Lá ela ainda faria alguns tratamentos, mas, no fundo, eu sabia.
Sabia que, se ela fosse, talvez eu nunca mais a visse.
O que eu não imaginava é que seria tão rápido.
Dois meses depois, ela faleceu. E eu... eu nem pude estar com ela nos seus últimos dias. Nem dinheiro para ir ao enterro eu tinha. A culpa me engoliu por muito tempo e só Deus sabe como doeu. Ainda mais por ter sido tão rápido.
Só com o tempo, essa culpa foi perdendo força. Demorou anos… mas um dia, eu entendi que tudo o que estava ao meu alcance, eu fiz.
A vida seguiu até que, um dia comum, enquanto eu esperava o ônibus para ir trabalhar, eu vi um homem correndo para entrar... Era o Anderson.
– Eliane... Eliane! Sou eu! Anderson! Lembra de mim?
– Lembro, lembro... claro.
– E aí, como tá sua vida? Vamos sair um dia desses para conversar.
– Não, Anderson. Acho que não.
– Ah, certo. Tudo bem, então... É... Quem sabe numa próxima?
O amor improvável virou casamento
Eu ainda estava magoada com o sumiço dele.
Fora que eu também não queria me envolver com ninguém porque a minha energia e o meu foco eram todos para o meu filho.
Só que o Anderson descobriu o horário do meu ônibus, o ponto exato e começou a aparecer. Esse homem insistia, insistia, insistia, tentava puxar conversa, me chamava pra sair. E eu dizendo “não”, uma, duas, várias vezes.
Eu tava calejada, com medo de me machucar de novo. Mas um dia, sem nem entender direito por quê, eu disse “sim”.
E, desde então, ele nunca mais saiu do meu lado.
Nós começamos a sair e, quando vimos, já estávamos namorando.
Ele cuidava tão bem do meu filho que isso foi me desarmando, me conquistando.
Depois de tudo, a vida me deu um novo começo.
Com o tempo, veio a nossa segunda bênção: a Jasminy, nossa princesinha e agora, no dia 12 de julho deste ano, nós vamos nos casar.
Minha irmã nunca soube do meu envolvimento com o Anderson.
Eu, infelizmente, não tive tempo de contar. Mas tanto ela, Elisandra, quanto minha mãe, Elizabeth, vivem dentro de mim e sempre viverão.
E eu sei… sei que de onde estiverem, elas entendem. E talvez até sorriam.
"Porque apesar de tudo o que a vida levou de mim, Deus me devolveu amor."
Amor que eu nunca pedi, nunca planejei… Mas que hoje é a minha base, minha casa e meu chão.
Eu agradeço a Ele pelas voltas que a vida deu, por ter cruzado de novo meu caminho com o do Anderson e por todas as bênçãos que nós temos hoje.
Eu te amo, Anderson.
E tenha paciência, viu? Porque ainda vamos viver muitos e muitos anos juntos.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
