A pergunta "o Super El Niño é verdade?" está em alta no Google aqui no Brasil. Segundo monitoramento da Sala Digital , o interesse de buscas pelo fenômeno climático atingiu o nível máximo da plataforma, o recorde dos últimos 10 anos. Esse comportamento reflete uma preocupação real da população diante das projeções para este ano.
A Administração Nacional para os Oceanos e para a Atmosfera (NOAA), agência governamental dos Estados Unidos, elevou o status do fenômeno para “Alerta de El Niño”, apontando uma probabilidade de 82% de que o evento se estabeleça oficialmente entre os meses de maio e julho de 2026.
Mas o que é o El Niño e como ele pode afetar o Brasil nos próximos meses? A Sala Digital tira as principais dúvidas da internet.
O que é El Niño
Trata-se de um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele faz parte do sistema El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e representa a sua fase quente. Em condições normais, os ventos alísios sopram de leste para oeste, empurrando a água aquecida para a Ásia. Durante o fenômeno, esses ventos enfraquecem ou invertem a direção, permitindo que as massas de água quente se desloquem rumo à costa da América do Sul, liberando calor massivo para a atmosfera.
O mistério do “Super El Niño”
Ainda há incerteza científica sobre se o evento climático atingirá o patamar de um “Super El Niño”. Este termo é utilizado de forma informal para descrever episódios de intensidade excepcional, a exemplo do que ocorreu nos anos de 1997 a 1998 e 2015 a 2016. Os dados atuais indicam que a probabilidade de o fenômeno ser de intensidade forte a muito forte é alta , com modelos mostrando um aquecimento expressivo que pode ser comparável ao El Niño registrado entre 2023 e 2024.
Contudo, especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e de outras instituições alertam para a chamada “barreira da previsibilidade” desta época do ano. Isso significa que as projeções estruturadas durante o outono ainda podem sofrer alterações significativas antes que o fenômeno atinja o seu pico histórico. Portanto, embora um El Niño forte seja quase certo, a confirmação de um evento extremo depende do monitoramento dos próximos meses.
Alerta na região Sul
Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná são os estados que lideram as buscas pelo por El Niño no Google aqui no Brasil. Esse comportamento acompanha os dados técnicos oficiais, já que a região Sul é a área do país que sofre os impactos mais diretos e severos do fenômeno. Essa preocupação é fundamentada pelo aumento crítico da frequência e do volume de chuvas na região, gerando um risco elevado de tempestades severas, enchentes e deslizamentos de terra.
Além dos riscos de desastres naturais, o fenômeno traz um forte impacto econômico e agrícola para os estados do sul . O excesso de umidade no solo prejudica diretamente as culturas de cereais de inverno, como o trigo e a aveia, especialmente nas fases de floração e colheita. O aumento das precipitações também dificulta o manejo agrícola e favorece o surgimento de doenças fúngicas nas plantações.
Impactos nas demais regiões do Brasil
Os efeitos mais severos do El Niño no território brasileiro são esperados a partir da primavera de 2026 , que começa em setembro. De agosto a outubro, a probabilidade de o fenômeno estar plenamente estabelecido é igual ou superior a 90%. As consequências variam drasticamente conforme a área do país.
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