Jornalismo

Caso Henry Borel: Jairinho causa impasse e terá filho como parte da defesa

Dr. Jairinho, então padrasto do menino de 4 anos, é acusado de homicídio; a mãe responde por omissão

Da redação

DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 18:15 • Atualizado em 25/05/2026 • 18:15

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho , e Monique Medeiros começarão a ser julgados na terça-feira-feira (26), no Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos . O júri estava previsto para esta segunda-feira (15), mas foi adiado novamente após impasse com pedido de adiamento.

A manhã foi marcada pela indefinição sobre o possível adiamento . O ex-vereador destituiu a banca de advogados que o defende da acusação de homicídio após o enfarte do advogado Fabiano Lopes, um dos defensores do ex-parlamentar.

Diante da decisão de Jairinho, o Ministério Público do Rio pediu que ele fosse transferido da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), que abriga presos de colarinho branco, com ensino superior e de casos de repercussão, para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), de segurança máxima e onde se encontram os detentos mais perigosos.

Já a defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, defendeu que o julgamento da mãe de Henry não poderia ser desmembrado , uma vez que ela é acusada de homicídio por omissão.

Filho fará a defesa do pai

A juíza Elisabeth Machado Louro deu indícios de que adiaria o julgamento e de que poderia atende ao pedido do MP pela transferência de Jairo. No meio da decisão de Elisabeth, no entanto, Jairinho interrompeu a magistrada e constituiu novamente a defesa, incluindo à banca de advogados o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidul.

"As inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgadora, mas de todos os demais envolvidos no processo reféns dele por iniciativa de uma só das partes", afirmou a magistrada no início da decisão.

Com a defesa constituída novamente, Elisabeth deu prosseguimento ao tribunal do júri. Sete jurados foram sorteados: ao fim, cinco mulheres e dois homens ficaram definidos. O julgamento, no entanto, começará na terça-feira.

De um total de 27 testemunhas arroladas, estão previstos quatro depoimentos de testemunhas de acusação no primeiro dia: dois delegados, um perito e um médico legista. Tanto a Promotoria quando a defesa estimam que o julgamento deve durar de cinco a sete dias.

O júri desta semana é o retorno de um adiamento . Em 23 de março, a defesa de Jairinho pediu adiamento por falta de acesso às provas e, após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário .

O caso e acusações

Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021 , Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, seu enteado, enquanto a mãe, Monique Medeiros, foi omissa, o que levou à morte da criança.

De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo tinha submetido o menino a sofrimento físico e mental com emprego de violência.

Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e pelas três torturas praticadas contra criança. Já Monique responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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