
Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu a costa nordeste do Japão nesta segunda-feira (20).
O tremor, com epicentro a 10 km de profundidade no Oceano Pacífico, chegou a balançar prédios em Tóquio e gerou alerta de tsunami , com possibilidade de ondas de até três metros nas províncias de Iwate, Aomori e Hokkaido.
Segundo a emissora NHK, o governo japonês registrou tsunamis menores, entre 20 e 40 centímetros, mas sem danos.
O evento repercutiu imediatamente no Brasil: segundo monitoramento da Sala Digital , “tsunami” é um dos assuntos em alta no Google hoje.
Abaixo, saiba como se forma um tsunami e qual o risco do fenômeno atingir o litoral brasileiro:
Como se forma um tsunami
O fenômeno é caracterizado pelo deslocamento vertical de uma grande massa de água no oceano. A causa mais frequente são os terremotos tectônicos em zonas de subducção, onde uma placa oceânica desliza sob uma continental. O levantamento de blocos do fundo do mar empurra a água, criando ondas que ganham altura ao atingir águas rasas.
Além dos abalos sísmicos, a ciência aponta que quedas de meteoros, erupções vulcânicas ou avalanches em encostas costeiras também podem desencadear o processo. Em mar aberto, a onda é rápida e baixa, mas se transforma em um “paredão” de inundação ao se aproximar do litoral.
Qual o risco real de tsunami no Brasil?
Especialistas afirmam que o risco de um tsunami atingir o Brasil hoje é próximo de zero . A justificativa técnica reside na geologia do Atlântico Sul, onde as placas tectônicas raramente produzem sismos de grande magnitude e não há vulcões ativos próximos à costa brasileira.
Existe uma hipótese acadêmica sobre o vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias. Caso o flanco do vulcão colapsasse no mar durante uma erupção, um megatsunami poderia atingir o Norte e o Nordeste do Brasil com ondas de até 20 metros. Contudo, o cenário é controverso na comunidade científica e o monitoramento geológico emitiria alertas com dias de antecedência.
Registros históricos no litoral brasileiro
Embora o risco atual seja estatisticamente baixo, o Brasil já registrou episódios de tsunamis no passado. O caso mais emblemático ocorreu em 1755, após o grande terremoto de Lisboa. Pesquisas da UERJ confirmaram que a onda atravessou o Atlântico e atingiu estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco, com inundações que avançaram até 4 km terra adentro.
Outros registros datam de 1541, em São Vicente (SP), onde relatos históricos descrevem ondas de 8 metros que destruíram casas. Em 1789, a região de Cananeia (SP) também sofreu agitações marinhas anômalas após um tremor local. Mais recentemente, em 2004, o tsunami da Indonésia causou oscilações de até 1,2 metro em marégrafos de Ubatuba (SP) e Imbituba (SC).
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