
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Conselho Nacional de Educação, instituiu as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Medicina. A Resolução CNE/CES nº 3, publicada no Diário Oficial da União em setembro de 2025, estabelece o perfil, as competências e os princípios que devem nortear a formação dos futuros médicos no país, com foco no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) .
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Perfil do profissional e competências
As novas normas determinam que o médico deve ter uma formação geral, sólida e comprometida com princípios éticos e sociais. O texto destaca que o profissional precisa estar apto a atuar com sensibilidade humana em todos os níveis de atenção à saúde, tanto no setor público quanto no privado, orientando-se pelo cuidado centrado na pessoa e na família.
Entre as competências exigidas, a resolução inclui o enfrentamento de desafios sanitários e digitais do século XXI. O MEC enfatiza que a formação deve capacitar o egresso para lidar com inovações tecnológicas, citando explicitamente o uso ético de inteligência artificial (IA) , telemedicina e análise de dados em larga escala (Big Data) na prática médica.
Estrutura do curso e internato
A graduação em medicina segue com carga horária mínima de 7.200 horas na modalidade presencial. O internato, estágio curricular obrigatório, deve ocupar ao menos 35% do total do curso, com duração mínima de dois anos. Pelo menos 30% desse período precisa ser cumprido em Medicina de Família e Comunidade e em Urgência e Emergência no âmbito do SUS.
A nova diretriz também obriga as instituições de ensino a realizarem uma avaliação somativa abrangente dos alunos imediatamente antes do início do internato . O objetivo é garantir que o estudante possua as competências mínimas para a atuação supervisionada em ambiente clínico real.
Bem-estar e saúde mental
Um dos pontos de destaque do documento é a preocupação com o estudante. As faculdades devem manter políticas estruturadas de apoio à saúde mental , física e social dos alunos. Além disso, o planejamento acadêmico precisa assegurar as chamadas “áreas verdes” ou janelas curriculares.
Entenda as áreas verdes: • Intervalos regulares sem atividades obrigatórias.• Tempo protegido para autocuidado e recuperação mental.• Espaço para atividades extracurriculares e mentorias.
As instituições de ensino têm o prazo de um ano para aplicar as novas determinações às turmas abertas após a vigência da resolução. O prazo total para a implantação integral das diretrizes é de quatro anos.
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