Band FM

Mãe se submete a homem mais velho para sustentar o filho

Sem condições financeiras, Jéssica se envolve com um homem rico que lhe provoca ânsia de vômito; leia no Quem Ama Não Esquece

Da redação*

DA REDAÇÃO*

08/07/2025 • 21:17 • Atualizado em 08/07/2025 • 21:17

Em busca de uma vida melhor para o filho, Jéssica aceita presentes e favores de Marcelo, um homem rico e 36 anos mais velho. O que começa como uma suposta ajuda desinteressada rapidamente se transforma em uma relação marcada por assédio, chantagem emocional e repulsa. Presa em um ciclo de submissão, Jéssica vive um pesadelo silencioso que suporta em nome do bem-estar do filho. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta quarta-feira, 9 de julho.

Tem gente que vende o corpo. Eu faço pior... eu vendo a alma. E ainda faço isso com um sorriso no rosto, só pra ver o meu filho sorrir também.

Desde que eu me conheço por gente, eu me sinto como uma ninguém.

Eu nasci em uma família pobre, tive um filho que o pai não quis assumir e fui levando a vida como dava. O Caio era a única coisa que realmente me importava. A única coisa pela qual eu faria tudo! O motivo de eu ter dito tantos "sim", quando tudo o que eu queria era gritar "não".

Tudo começou há alguns meses. Eu trabalhava como entregadora de panfleto e recebia por dia, mas o dinheiro nunca dava pra nada. Eu perdi as contas de quantas vezes deixei de jantar para que o meu filho tivesse o que comer.

O problema é que, conforme o Caio ia crescendo, ele ia entendendo melhor o mundo. Meu filho passou a ver o que os outros tinham e o que ele nunca teria. Um tênis, um celular, uma mochila ou uma simples roupa que fosse nova e não doada.

Meu filho era um menino bom. Ele nunca reclamava de nada, mas eu via o olhar dele. E justamente por ele ser tão bonzinho é que doía mais. Que mãe não fica arrasada de não poder dar as coisas para o próprio filho? Sofrido, viu? Muito sofrido.

Um dia, apareceu na minha vida o Marcelo. Foi quando eu tava na empresa pegando os panfletos do dia. Ele foi gentil, conversou, brincou comigo, me tratou muito bem.

Ele era bem mais velho e dava para ver que era cheio da grana, mas na hora nem me passou pela cabeça que ele fosse o dono daquilo ali. Dono da construtora que tava fazendo aquele prédio que eu tava ajudando a divulgar no farol. Eu só soube disso depois, quando ele voltou a aparecer.

– Você sempre trabalha entregando panfleto?

– Sempre que me chamam.

– Você é muito bonita para ficar andando no meio dos carros na rua.

– Obrigada... bondade sua.

– Não é bondade, não. É a verdade. Se você quiser, eu posso te arrumar um outro emprego por aqui.

Na hora, eu sorri. Mas por dentro, eu sabia... sabia que não seria de graça. Homem nenhum ajuda mulher bonita sem querer nada em troca. Isso eu aprendi desde cedo.

Mesmo assim, eu aceitei aquela proposta de emprego porque eu pensei no Caio. Pensei no que o meu filho precisava. Pensei em, quem sabe, dar uma condição melhor para ele.

“Sabia que não seria de graça”: a proposta que mudou tudo

No dia seguinte, me ligaram dizendo que era do escritório do Marcelo e que tinha uma vaga de recepcionista de apoio para mim. Eu nunca nem ouvi falar disso: "recepcionista de apoio". Mas a moça me falou que era só ficar ali na entrada e oferecer café para os clientes.

Logo no meu segundo dia, o Marcelo apareceu e perguntou se eu tava gostando do serviço. Eu disse que sim, porque tava mesmo, e agradeci muito aquela oportunidade.

Aos poucos, ele foi se aproximando de mim. Aparecia todo dia, perguntava da minha vida, do meu filho, parecia se interessar mesmo. Ele não era um cara ruim. Pelo contrário. Era muito gentil, muito atencioso. E não demorou muito para ele me chamar para almoçar.

Eu topei. Afinal, era o dono do lugar onde eu trabalhava. No fundo, eu queria acreditar que ele só queria ser um bom amigo. Mas desde quando um homem rico, importante e bem mais velho quer ser amigo da entregadora de panfleto?

– Você é esforçada, Jéssica. Pode conseguir muita coisa na empresa.

– O senhor acha mesmo?

– Claro que sim. Mas o "senhor" tá no céu. Pode me chamar de Marcelo.

– Eu fico sem jeito...

– E fica ainda mais bonita assim, envergonhada. Olha, na última vez que a gente conversou, você disse que o aniversário do seu filho tava chegando, né?

– Tá sim. Ele vai fazer 12 anos! Como passa rápido! O Caio é um menino de ouro.

– Você sempre diz isso... por isso mesmo que, olha só, eu trouxe aqui um presente. Não precisa dizer que foi do seu patrão. Finge que é seu mesmo.

Quando ele me entregou a sacola, eu quase caí para trás. Era um celular. Desses caríssimos, novinhos. Eu fiquei em choque. Um telefone daqueles era o maior sonho do meu filho, mas eu... eu não podia aceitar. Podia?

O presente que veio com preço

Bom, mesmo que eu não quisesse, eu não tive o que fazer. O Marcelo insistiu e me obrigou a pegar. Eu fiquei muito agradecida, mas aceitar aquele presente foi o começo de um tormento na minha vida.

O Caio ficou tão feliz quando recebeu o presente, que eu me emocionei. Eu só queria poder proporcionar aquilo tudo que ele sonhava. Eu sorri... sorri olhando a felicidade dele e depois me perguntei: "Quanto custa um sorriso?"

O Marcelo sabia. Sabia direitinho o que ele tava fazendo. Sabia como ia ser. Ele foi cercando, envolvendo, sufocando. E eu fui aceitando. Aceitando porque cada ‘sim’ me trazia algum alívio. Aceitando porque cada ‘não’ podia fechar uma porta.

Presentes e mais presentes que levavam alegria para o meu filho. Uma alegria que eu nunca poderia proporcionar.

Até que um dia, aconteceu.

O Marcelo me ofereceu uma carona e... e aí me beijou.

Eu deixei. Deixei porque pra mim era como uma obrigação. Era só um beijo. Eu podia aguentar.

Era. Mas não era.

Depois desse beijo, o Marcelo começou a me assediar cada vez mais e eu, totalmente vendida, não conseguia evitar. Eu não queria. Eu não tinha nenhuma atração por ele! Na época, eu tinha 33 anos e ele, 69. E não era desses coroas charmosos, bonitos. Ele era... era feio... horrível. Mesmo com aquele dinheiro todo, tinha os dentes feios, era careca, baixinho.

Mas ele tinha feito muito por mim! Então eu deixava ele me beijar.

Quando as coisas começaram a ficar muito frequentes, eu decidi dar um basta naquela relação. Talvez o Caio perdesse aquelas regalias todas, mas eu não podia continuar.

Mas olha... a vida tem cada uma!

Bem quando eu tava decidida a terminar aquela relação estranha, o meu filho adoeceu.

A gente não tinha plano de saúde e eu fiquei desesperada para conseguir atendimento. O posto tava lotado, a fila imensa e o Caio ardendo de febre, tremendo de frio, gemendo de dor.

Eu tentava manter a calma, mas só quem é mãe sabe: ver um filho doente e não poder fazer nada é o pior tipo de desespero.

Foi aí que, meio sem pensar, eu liguei... liguei para o Marcelo.

– Calma. Eu não tô te entendendo. O que tá acontecendo?

– O Caio... ele tá mal. Tá com febre, dor no corpo. Eu tô com ele no posto, mas tá impossível. Ninguém atende.

– Me fala onde você tá exatamente. Eu vou te buscar agora.

Menos de duas horas depois, meu filho tava internado em um hospital particular, recebendo todo atendimento que precisava. O Caio teve uma apendicite e precisaria operar, mas o Marcelo nem hesitou. Falou que era para fazer tudo o que precisasse para que o meu filho ficasse bem.

Eu só sabia chorar... de alívio e de nojo. Porque eu sabia o preço daquela ajuda. Sabia que eu tinha me enfiado até o pescoço onde eu não queria estar.

O Marcelo começou a aparecer mais. Me buscava em casa, me deixava no trabalho, me mandava flores, jantares, elogios… E por mais que tudo parecesse um conto de fadas torto, eu não podia negar que o Marcelo poderia ser a chave para uma vida mais confortável para o meu filho.

Eu podia aguentar... pelo meu filho, eu podia aguentar.

Até que chegou o dia. Minha primeira vez com o Marcelo. Aquilo que eu vinha tentando adiar o máximo possível... aconteceu.

Meu Deus do céu... foi horrível. Eu sabia que não ia ser confortável, não ia ser bom, mas foi ainda pior. Muito pior.

A verdade é que eu... eu tinha nojo daquele homem. E quando tudo acabou, eu corri para o banheiro e vomitei.

Depois daquilo, eu disse para mim mesma que NUNCA MAIS. Mas o "nunca mais" durou pouco.

“Faço o que ele gosta e depois vomito”

A cada nova visita, a cada novo presente, a cada nova dívida impagável de gratidão, eu me via ali de novo. Deitada ao lado daquele homem com o corpo presente, a alma ausente.

E sempre igual: eu sorria, fingia e depois tinha que correr para vomitar no banheiro. Eu ia até o banheiro, enfiava os dedos na garganta, me ajoelhava e deixava sair tudo.

Era como se meu corpo gritasse revoltado com o que eu tava fazendo.

Não tinha amor, não tinha desejo, não tinha prazer algum. Era só fome disfarçada de escolha. Era medo de perder aquilo que, pela primeira vez, eu podia dar ao Caio.

Era como se fosse uma vida de mentira, que me cobrava tudo com um juro absurdo.

E assim eu vou seguindo... vivendo essa relação horrível em que eu me submeto a qualquer coisa para ver o sorriso do Caio. O Marcelo realmente gosta de mim. Eu sinto isso. E eu... eu tenho nojo do corpo dele, dos beijos dele, de estar... estar deitada com ele.

Entre o nojo e a culpa, tudo pelo sorriso do filho

Me dá ânsia, me dá enjoo, me sufoca. Mas eu aguento. Eu faço o que ele quer, o que ele gosta, o que ele pede. E depois eu vomito.

Cada vez que eu penso em terminar tudo, eu lembro da carinha do meu filho feliz a cada presente, a cada oportunidade... enquanto isso, eu me sinto vazia por dentro.

O que eu faço pode ser errado, mas quando a escolha é entre se vender ou ver um filho sofrer... não existe mais certo. Só existe o que precisa ser feito.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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