Band FM

Ele trocou o amor pelo sonho de viver do pagode

No "Quem Ama Não Esquece", você conhece a história de Henrique, que se viu dividido entre o sucesso com o grupo de pagode e o futuro ao lado de Larissa

Da redação*

DA REDAÇÃO*

01/07/2025 • 14:02 • Atualizado em 01/07/2025 • 14:02

Apaixonado pela música desde criança, Henrique encontrou em Larissa o grande amor da sua vida. Mas quando o sucesso do grupo de pagode começou a crescer, o relacionamento entrou em segundo plano — e ele teve que encarar uma escolha dolorosa.Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta terça-feira, 1° de julho.

Dizem que a vida é feita de escolhas... O problema é que, às vezes, pra escolher uma coisa, a gente precisa abrir mão de outra que também ama.

Tem gente que nasceu pra viver de terno e gravata. Eu não. Eu nasci pra viver no samba e de samba. Desde moleque, minha vida sempre teve trilha sonora, e era sempre pagode. Eu ganhei meu primeiro cavaquinho com 6 anos e, desde então, a música virou uma extensão do meu corpo.

Quando eu era adolescente, eu sempre tocava em roda de amigos. Depois, com o tempo e a coragem, eu formei um grupo e nós passamos a tocar em barzinhos, casamentos, eventos… onde chamassem, a gente ia.

E foi num desses lugares que eu vi a Larissa pela primeira vez. Eu lembro como se fosse ontem.

Eu tava no palco de um bar onde a gente costumava tocar. Eu ainda era bem novo e, para ser bem sincero, não queria nada com nada. Meu foco era a música. Queria tocar, pagar as contas, beber uma cerveja no fim de semana e seguir tranquilo.

Mas tudo mudou quando eu a vi.

Pela primeira vez na vida, eu fiquei nervoso no palco. Errei acorde, cantei no tom errado, esqueci a letra... Tudo porque não conseguia parar de olhar pra ela.

E enquanto eu cantava, eu já pensava num jeito de puxar assunto.

Assim que o show terminou, eu nem esperei os caras guardarem os instrumentos direito. Eu já saí apressado, feito menino ansioso, só pra ver se ela ainda estava lá.

E tava. No mesmo lugar, linda!

O curioso é que eu, que sempre fui extrovertido, acostumado a conversar com todo mundo, simplesmente travei. Eu fiquei sem saber o que dizer e, no fim, fui no impulso... cutuquei ela no ombro, meio sem jeito.

— Hã? Oi?

— Oi, licença. Tudo bem? Gostou do show? Espero que sim, mas se não gostou, mente pra eu não ficar triste, hein?

— Ah, imagina! Foi incrível. Vocês arrasaram!

— Que bom, eu fico feliz. E qual o seu nome?

— Larissa! E você é o Henrique, né? Eu ouvi... Parabéns, viu? Adorei o repertório e a energia de vocês.

Um amor à primeira música

Aquela poderia parecer só uma conversa normal, que eu nem me lembraria na manhã seguinte, mas não. Aquela foi, na verdade, a porta de entrada para uma história muito maior que estava por vir.

Depois daquele dia, ela passou a aparecer em quase todos os nossos shows. Sempre na mesma mesa, com as mesmas amigas. E, pra mim, a cada nova noite, ela parecia mais bonita. Era como se a presença dela iluminasse o lugar! Ou talvez fosse só o efeito que ela causava em mim.

Depois de umas três semanas nesse vai e vem de olhares e conversinhas rápidas no fim dos shows, eu finalmente tomei coragem e pedi o telefone dela. E foi aí que tudo começou de verdade.

O que antes era só aquele papo rápido no bar virou horas no telefone, áudios no meio da madrugada, mensagens o dia inteiro. A gente se conectou de um jeito fácil, natural… como se já se conhecesse de outras vidas.

Não demorou muito pra gente começar a se encontrar fora dos shows. Primeiro um cinema, depois um jantar, uma cervejinha num boteco qualquer. Mas o lugar nem importava. Com a Larissa, tudo era bom. A verdade é que eu já tava completamente apaixonado por ela.

Do barzinho para a vida a dois

Não era como das outras vezes. Não! Era algo além, mais forte, mais verdadeiro. Alguma coisa que eu nunca tinha sentido antes... talvez... talvez fosse isso o tal amor que todo mundo fala, mas que até então eu só conhecia nas músicas que eu tocava.

Quando eu percebi o tamanho do que eu tava sentindo, eu não pensei duas vezes e pedi a Larissa em namoro. Ela disse sim e desde aquele dia, a minha vida ganhou um novo sentido.

A Lari trabalhava como jornalista e tinha um ritmo de vida diferente. Ela gostava de dormir cedo, acordar cedo, mas isso não era um problema.

Eu continuava na banda, claro! Os shows seguiam firmes, praticamente 2 ou 3 vezes na semana, mas agora eu tinha pra onde voltar depois. Tinha a Larissa me esperando. E isso mudava tudo.

Aquela mulher me fazia o homem mais feliz do mundo, e quanto mais tempo nós passávamos juntos, mais eu sentia que ela era a pessoa perfeita pra mim.

O nosso namoro era tão leve, tão divertido! A gente se encaixava. Ela entendia a minha vida corrida, respeitava o meu espaço, e até ajudava nas divulgações pelas redes sociais.

Ela sempre foi muito, muito parceira mesmo. Daquele tipo de mulher que vem para somar.

Durante muitos meses tudo foi super tranquilo, mas conforme o tempo foi passando, o inimaginável aconteceu: o meu grupo de pagode começou a crescer.

De repente, a agenda ficou muito mais lotada. Shows em cidade vizinha, bares maiores, casamento chique, evento de prefeitura... A coisa tava mesmo virando, dando certo, e a gente sabia que, se segurasse firme, podia acontecer de verdade.

E foi aí que o equilíbrio começou a balançar.

— Henrique, que horas você passa para me buscar sexta?

— Buscar para quê?

— Ué, esqueceu? É aniversário do meu pai. Vai ter o churrasco na casa dele.

— Putz, Lari... eu esqueci completamente. Eu não vou poder ir. Tem ensaio.

— De novo?

— É que semana que vem tem aquele show importante. A gente quer tirar umas músicas...

— Hum... tá bom. Tudo bem. Se der tempo você dá uma passada depois.

Os ensaios ficaram cada vez mais puxados. Os shows começaram a ser em cidades distantes e até outros estados. As madrugadas viraram rotina. E, sem querer, a Larissa passou a ficar em segundo plano.

No começo, ela fingia que não ligava, dizia que entendia, que tava tudo bem e que fazia parte. Mas eu via nos olhos dela que não era bem assim.

Ela tentava me acompanhar quando dava, mas ela tinha a vida dela, o trabalho, a rotina...

Para piorar, os pais dela, que antes me viam como um filho, passaram a reprovar o meu novo estilo de vida.

Acho que eles sempre imaginaram que tocar na noite fosse uma coisa passageira e que, hora ou outra, eu ia arrumar um emprego normal. Mas quando eles viram que eu tava cada dia mais envolvido, a coisa mudou de figura e a Lari sempre foi muito apegada aos pais, sempre ouviu muito o que eles falavam.

Eu também sabia que algumas amigas enchiam a cabeça da Larissa com bobagem. Falavam da vida na estrada, de estar sempre em bar, balada, de mulheres que poderiam aparecer...

Eu ia levando, empurrando com a barriga, tentando contornar aqui e ali, evitando ao máximo o conflito, tentando me esquivar mesmo. Mas eu sabia que uma hora tudo ia explodir.

E explodiu.

— Henrique... até quando?

— Até quando o quê?

— Até quando eu vou ser a parte que sobra na sua vida? Porque é assim que eu tô me sentindo. Você vive pra banda, mas e eu? Eu tô só aqui, esperando você lembrar que eu existo.

— Lari, não fala assim. Você sabe que eu te amo. Que eu quero passar o resto da vida com você, ter filhos e...

— Filhos? Ah, tá! E aí? Aí eu fico em casa cuidando deles enquanto você viaja por aí?

— Você sempre soube que esse era o meu sonho.

— E você sempre falou que eu mudei tudo e virei a coisa mais importante da sua vida, mas parece que não é bem assim, né? Eu sinto falta de como as coisas eram, de antes de tudo isso mudar. Às vezes parece que a gente nem tá junto. Eu não sei... não sei se eu aguento essa vida.

Eu não soube o que responder porque a verdade é que eu também não sabia até quando.

Eu queria a Larissa. Óbvio que queria. Mas eu também queria o sonho. Eu também queria aquela oportunidade que tava batendo na minha porta.

Ali, pela primeira vez, eu senti que talvez eu tivesse que escolher entre ser um homem de família ou tentar viver daquilo que sempre foi meu sonho.

E nenhuma das duas opções era simples porque, de um jeito ou de outro, alguma parte de mim ia sair perdendo.

Na encruzilhada entre palco e amor

A banda segue crescendo. São muitos shows, mas claro que ainda não estamos nem perto de sermos realmente famosos. Pode ser que tudo dê certo. Pode ser que não passe disso e eu sigo com essa balança injusta demais nas mãos. Me sentindo, ao mesmo tempo, ganhando tudo… e perdendo tudo.

Será que vale a pena realizar um sonho se a pessoa que a gente mais queria por perto não tá mais ali pra aplaudir?

Essa é a encruzilhada da minha vida: ser o homem que corre atrás de um sonho… ou o que volta pra casa, pros braços da única mulher que já amou de verdade?

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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