Band FM

Ela tentou engravidar por 12 anos e viveu um milagre

Cintia enfrentou dores, dívidas e diagnósticos difíceis até que, na última tentativa, viveu a experiência de um milagre

Da Redação*

DA REDAÇÃO*

13/06/2025 • 14:32 • Atualizado em 13/06/2025 • 14:32

Cintia, Alysson e Lorena
Cintia, Alysson e Lorena - Foto: Arquivo Pessoal

Foram 12 anos entre tentativas frustradas, tratamentos caros, diagnósticos desanimadores e um silêncio que quase calou o sonho da maternidade. Cíntia enfrentou dores físicas, crises emocionais e o medo constante de não conseguir. Mas mesmo quando tudo parecia perdido, ela decidiu tentar mais uma vez — com coragem, fé e o coração em pedaços. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta sexta-feira, 13 de junho.

Tá com medo? Vai com medo mesmo! É melhor do que chegar lá na frente e se arrepender por não ter tentado.

Engraçado falar isso, mas eu nunca fui aquela mulher que sonhava em ser mãe. Eu não cresci idealizando a maternidade, como acontece com muitas meninas. Não... eu não posso dizer que era uma grande vontade na minha vida.

Aos 15 anos, eu comecei a namorar com o Alysson e, entre namoro, noivado e casamento, foram 8 anos juntos. A gente construiu uma vida tranquila e cheia de companheirismo, mas ter filhos não era a nossa prioridade. Pelo menos, não naqueles primeiros anos.

Mas o tempo foi passando, e eu comecei a ver minhas amigas engravidando e formando famílias. Aquilo começou a mexer comigo de um jeito que eu não esperava. Um desejo que eu nem sabia que existia foi nascendo dentro de mim.

Depois de dois anos de casados, eu e o Alysson decidimos tentar, de forma natural, leve, sem muitas cobranças. A gente sempre dizia: “Se vier, amém. Se não vier, amém também”.

Só que o tempo foi passando, os meses viraram anos... e nada! A cada novo mês vinha uma nova frustração, e a gente resolveu investigar se existia algum problema de saúde. Nós dois passamos por uma bateria de exames. Tava tudo supernormal, mas a gravidez simplesmente não vinha.

Depois de 12... 12 anos de casamento, nós fomos a um especialista em reprodução humana. Ele pediu uma série de exames e, quando os resultados saíram, o meu mundo caiu. Eu estava com baixa reserva ovariana. Todas as vezes que eu tinha feito exames antes, tudo parecia ok, mas quando eu mais queria engravidar, eu não tinha praticamente nenhum óvulo. Nossa! Eu passei o dia inteiro chorando!

— Calma, meu amor. Vamos tentar com outro médico. Vamos pesquisar mais. Eu tenho certeza que a gente vai conseguir.— Você sabe o quanto esses tratamentos de fertilização são caros, não sabe?— Eu sei, mas casa, carro, tudo isso a gente pode conquistar depois. Essa chance a gente não pode perder agora.— Você tem razão. Quanto mais tempo a gente demorar, menos chance de conseguir.— Vamos pesquisar mais e, se for preciso, a gente faz um empréstimo, não sei, a gente vê e dá um jeito.

E foi o que nós fizemos. Começamos a pesquisar mais sobre o assunto e procuramos outro médico, que falou para a gente de um plano de tratamento para estimular essa produção de óvulos. Eu também precisava fazer exames com frequência em uma clínica, mas durante o processo comecei a ficar um pouco desconfiada. As informações que eu recebia do médico não batiam com as que me davam na clínica. Isso me deixava muito insegura com o tratamento. Mas eu continuei. A gente já tinha pago o tratamento inteiro e, no fundo, eu queria acreditar que tudo ia dar certo.

Alguns meses se passaram e chegou o dia da coleta. Eu tava muito nervosa, mas cheia de esperança. Era aquele sentimento de "vai dar certo, tem que dar". Só que não... Infelizmente, o médico disse que, mesmo depois de tudo, continuava sem nenhum óvulo no meu útero e que eu ia precisar de uma doadora. Eu desabei! Eu não conseguia parar de chorar! Não era só um tratamento que tinha dado errado. Era um sonho que parecia cada vez mais distante. Era um empréstimo que eu tinha feito para bancar aquilo tudo. Era o medo de não conseguir nunca!

Eu ainda voltei na clínica, fui tentar entender o que tinha dado errado, e o médico me propôs um outro tratamento. Eu tentei e não deu certo. Depois, ele sugeriu fazer de novo, de outro jeito, assim, assado... mas, na hora, eu travei. Para mim, parecia tudo muito estranho. Foi tanta frustração, tanta decepção, que eu não conseguia mais nem passar na frente daquela clínica. Eu nunca mais voltei.

Fiquei dois anos travada. Estagnada. Sem esperanças. Eu não conseguia nem passar na frente do consultório médico. Cada vez que o telefone tocava e era alguém da clínica perguntando quando eu voltaria, ou oferecendo outros tipos de tratamento, eu tinha vontade de vomitar. Eu tinha tido tanta esperança, eu tinha gastado tanto dinheiro, e nada... nada deu certo.

Foram dois anos assim. Até que, em 2020, aconteceu uma coisa que eu nunca vou esquecer. De manhã, eu acordei com uma frase forte no meu coração. Era como se Deus falasse comigo: “Você não vai tentar de novo, não?”. Aquilo ficou martelando dentro de mim o dia inteiro.

No mesmo dia, durante o almoço, o meu sogro me deu um choque de realidade e disse que eu não tinha mais 15 anos e que precisava tentar ter filhos. Na hora, eu senti como se Deus tivesse usado ele para me dar mais um sinal.

— É que ele não sabe quanto a gente gastou da primeira vez...— Então, mas para ser sincera, eu já acordei hoje sentindo que Deus tava falando comigo.— Então pronto! A gente não vai ignorar os sinais. Chega de medo!— Nós... nós vamos tentar de novo?— Vamos! E dessa vez vai dar certo, Cintia.

Em fevereiro daquele ano, a gente marcou uma consulta em uma clínica em outra cidade que parecia séria. Mas, como a gente não tinha onde ficar, eu falei com uma amiga do trabalho que já tinha morado na cidade, e ela perguntou para alguns conhecidos se alguém tinha um lugar para a gente se hospedar.

Foi aí que uma mulher chamada Bernadete, que eu nunca tinha nem visto na vida, ofereceu a casa dela. Ela foi extremamente gentil e disse que, como estava passando um tempo na chácara, nós poderíamos ficar na casa dela pelo tempo que fosse. Quando a gente conversou, eu chorei tanto... Eu vi Deus de novo, sabe? Vi Deus abrindo todas as portas para a gente.

A primeira coleta na clínica foi marcada por ansiedade, esperança e muita oração. Eu já tava cansada por tudo o que a gente tinha passado, mas ali... ali foi diferente. O atendimento era humano e a médica passou uma confiança que eu não tinha sentido antes.

Eu segui todo o protocolo certinho, tomei todas as injeções no horário, fiz os exames e, no dia, nós conseguimos três óvulos. Todos vingaram e viraram embriões. Eu fiquei tão feliz!!! Dei até o nome de "nossos sorvetinhos" para eles, que foram congelados para a gente usar na hora certa. Foi a primeira vez que eu senti que tinha mesmo uma chance de dar certo.

A segunda coleta já não foi tão boa e eu dei uma desanimada, mas não quis perder as esperanças. E, na terceira coleta, em novembro de 2020, nós sabíamos que seria nossa última tentativa. Meu corpo estava exausto, e minha fé era testada todos os dias.

No centro cirúrgico, a médica falou para a gente que o folículo havia rompido antes da hora, ou seja, ovulou antes da coleta, e nós... nós perdemos tudo! O Alysson ficou indignado, frustrado, e eu... eu só queria chorar. Nós saímos da clínica em silêncio, entramos no carro, totalmente frustrados e revoltados porque era a nossa última chance. Em três coletas, nós só conseguimos aqueles três embriões, o que era muito pouco.

Tanto eu quanto o Alysson ficamos muito decepcionados, mas, de repente, eu senti... eu juro que senti Deus falando comigo de novo. O meu coração apertou e eu sabia que era ele. Era ele me lembrando que eu só precisava confiar no tempo dele. Então, mesmo naquele momento de tanta tristeza, eu mantive a minha fé e me convenci de que Ele tava no controle. Só me cabia confiar.

Em 2021, a gente começou a se preparar para fazer a transferência daqueles poucos embriões que tinham vingado. E eu, por conta própria, quis fazer alguns exames antes. Foi através deles que eu descobri que eu tava com endometriose e também trombofilia. Dá para acreditar nisso? Se eu não tivesse corrido atrás por conta própria, eu nunca ia ter descoberto. Ninguém tinha investigado esses problemas em mim antes.

Para piorar, nós soubemos que a minha endometriose era crônica, ou seja, não tinha cura, e a médica falou que eu teria que tomar antibiótico pelo resto da minha vida. Tudo... TUDO parecia conspirar para eu não engravidar mesmo. Era um problema atrás do outro e, nesse momento, até a minha fé começou a ficar abalada.

Mas um dia, eu fui para a igreja e o pastor disse uma coisa que ficou gravada no meu coração: que a gente precisava ter fé até mesmo para tomar um medicamento, que o remédio também era um instrumento que Deus usava para a cura. Quando eu ouvi aquilo, coloquei a mão na minha barriga e falei: “Eu creio, em nome de Jesus, que o antibiótico vai fazer efeito.” E, depois de tanto tempo sem conseguir dormir, sem conseguir descansar, eu senti uma paz como não sentia há tempos.

Com esse diagnóstico, eu precisei também iniciar um tratamento com injeções, que eram muito caras, mas Deus colocou no meu caminho um grupo que fazia doações desse medicamento. Deus tava ali.

E enfim chegou o dia da transferência. Que frio na barriga! Agora era tudo ou nada! Os dois embriões que eu tinha estavam congelados juntos. Então não havia escolha: teriam que ser transferidos juntos.

A partir desse dia, a ansiedade tomou conta de tudo. O certo era esperar 10 dias para fazer o teste, mas com 8 dias eu já não aguentava mais e decidi comprar um teste de farmácia. Eu voltei para casa com o coração na mão e, quando fiz... quando fiz... POSITIVO.

Eu não queria ainda me iludir, então fui fazer um exame de sangue para ter certeza e veio... veio mesmo a confirmação. Eu não conseguia acreditar. Eu não sabia se ria, se chorava, se gritava... Depois de tanta coisa, de tanto sofrimento, de tantos problemas... parecia um milagre.

Para fazer surpresa para o Alysson, eu coloquei o teste de gravidez em uma caixinha e deixei em cima da cama.

— O que foi, Cintia?— Chegou uma encomenda aqui...— Ah, deixa aí, depois eu vejo.— Nããããooo. Abre agora. Pode ser importante.— O que... o que é isso? 2 a 3? 2 a 3 o quê?— Alysson, isso é um teste de gravidez e aqui diz que eu estou grávida de 2 a 3 semanas.— Você... você o quê? Ah, meu Deus do céu. Ai, meu Deus, eu não... eu não acredito!

Que momento! A gente se abraçou, comemorou e chorou. Anos... anos e anos esperando e finalmente ia se realizar. O nosso sonho ia se realizar.

Eu fiz tudo o que eu tinha direito: chá de bebê, ensaio fotográfico, chá revelação... tudo! A gente merecia!

A minha gestação foi muito tranquila e, hoje, a Lorena, minha filha linda, está com 3 aninhos.

Contar a nossa história no Quem Ama Não Esquece é a forma que eu encontrei de eternizar tudo o que nós vivemos para que a minha filha tão preciosa esteja com a gente hoje.

Além disso, eu quero deixar uma mensagem com a minha história. E se tem uma mensagem que eu posso deixar é: não desista dos seus sonhos.

"Se tiver um sonho, vai com medo mesmo!"

O meu maior medo era justamente passar os anos e me arrepender de não ter tentado. Eu não queria viver com essa dúvida. Quis ter certeza de que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Ainda bem que eu fiz.

Minha filha, minha Lorena, eu não me arrependo de nada! Você é o nosso milagre. Foi Deus quem te deu a vida. Te amo, minha filha!

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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