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Ela tinha cinco dias para acordar do coma na pandemia

Durante a pandemia, Elian enfrentou o desespero de perder a esposa, grávida e em coma, com prazo para sobreviver; veja no Quem Ama Não Esquece

Da redação*

DA REDAÇÃO*

17/07/2025 • 13:42 • Atualizado em 17/07/2025 • 13:42

Elian viveu o maior desafio de sua vida quando a esposa Gislene, grávida de sete meses, foi internada com COVID-19 durante a pandemia. Com a recém-nascida ainda na UTI, ele teve que lidar com a angústia da possível perda da mulher, que teria apenas cinco dias para acordar antes que os aparelhos fossem desligados. Uma história de fé, amor e renascimento familiar. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta quinta-feira, 17 de julho.

Nós passamos por momentos muito difíceis e eu... eu quase perdi tudo. Mas se teve algo que esse tempo me ensinou, foi o poder que o amor tem de manter alguém de pé.

A minha história de amor começou há seis anos. Eu tinha acabado de voltar de viagem e fui visitar minha tia, mas mal sabia eu que aquele dia ia mudar a minha vida.

Assim que eu entrei na casa dela, eu dei de cara com a Gislene, uma amiga da minha tia.

Linda! Daquelas mulheres que fazem a gente até perder o rumo. Mas, por incrível que pareça, foi só bem depois, no aniversário dela, que a coisa começou a acontecer de verdade. A gente conversou de outro jeito, umas brincadeirinhas, olhares... E aí sim, foi tudo muito rápido. Quando eu vi, nós já estávamos namorando.

No começo, a minha mãe não gostou muito da ideia. Eu só tinha 19 anos e a Gislene era 10 anos mais velha. Eu era um menino meio perdido, que gostava só de viver de festa, de umas amizades erradas e, sinceramente, não tinha foco em nada. Mas a Gislene chegou para virar minha chave.

Foi ela quem me fez repensar os caminhos, quem me mostrou que eu não tava indo por um bom caminho e que dava para eu ser mais nessa vida.

Quando a minha mãe percebeu o quanto aquela mulher tava me fazendo bem, ela começou a aceitar. Porque era impossível não ver que a Gislene estava me transformando.

“Ela me transformou em um homem de verdade”

Estar com a Gislene me fazia bem de um jeito que eu nunca tinha sentido antes. Era amor de verdade. Amor pela primeira vez. Por isso, eu não tive dúvidas e decidi pedir aquela mulher em casamento. Ela já tinha uma filha, a Giovana, uma menina muito meiga que, aos poucos, foi se tornando minha filha também. Depois, para completar a nossa história, veio um presente inesperado. Durante a nossa lua de mel, a gente descobriu que a Gislene estava grávida. A nossa família estava crescendo.

Tudo ia bem! A gestação corria bem e a nossa casa era só ansiedade.

Mas aí... aí o mundo parou: a pandemia chegou como um pesadelo para todos nós.

Na época, eu trabalhava em um restaurante e, no começo, nós ficamos três meses fechados. Foi um alívio, mas uma hora a gente precisou voltar.

Eu voltei com muito medo e muito cuidado porque eu sabia que, se eu pegasse o vírus, eu podia acabar contaminando a Gislene também.

“Talvez tenha sido eu”: a dor de se sentir culpado

— Olha que lindo, Elian... Eu vi essas coisinhas para nossa bebê. Você gosta?— (TOSSINDO) É lindo... muito lindo, amor.— E essa tosse, Elian? Não passou ainda... Será que você pegou?

Antes mesmo de eu fazer o teste, foi ela quem pegou. Minha esposa. Grávida de sete meses.

Ela começou a piorar rápido demais, a febre não abaixava, a respiração ficava cada vez mais curta e eu... eu me sentia tão culpado!

Me corroía pensar que, mesmo tomando todos os cuidados, talvez tivesse sido eu. Talvez tivesse sido o meu trabalho. Talvez eu pudesse ter feito alguma coisa diferente para evitar!

— Amor... você pode pegar esse lenço para mim?— Gislene, você precisa ir ao médico. Você tá piorando.— Não! Não! Eles vão querer tirar a nossa pequena de mim antes da hora. Vão me entubar. Você tá vendo na televisão? Todo mundo é entubado. Eu não quero! Por favor, não...

Ela não queria ir. Teimava, chorava, dizia que ia piorar tudo se fosse. Mas de tanto insistir, eu consegui convencê-la.

Quando nós chegamos ao hospital, ela já foi internada de cara. Por causa da pandemia, eu não podia entrar, nem acompanhar e nem segurar a mão dela.

Me pediram para comprar produtos de higiene para ela e, quando eu voltei, já nem pude mais chegar perto. Pedi, discuti, implorei. Mas nada.

Por um acaso do destino, o segurança se distraiu e eu entrei correndo.

— Elian? Como você entrou aqui? Você não pode... É perigoso!— Shhh! Eu dei meu jeitinho, meu amor. Eu só queria te ver.— Eu... Eu tô péssima. Tudo dói! Eu não paro de tossir. Eu... eu tô com medo de morrer.— Não fala isso, por favor. Vai ficar tudo bem. Eu tô com você!— Eu também te amo!

“Minha filha nasceu, mas eu não pude nem segurá-la”

Naquela noite, ela parou de me responder. Tentei acreditar que só tivesse dormido.

Até que, às sete da manhã, me ligaram dizendo que a Gislene tinha entrado em trabalho de parto. E eu... eu nem podia ir até lá!

Minha filha nasceu prematura. Precisaria ficar internada. Eu não podia vê-la. Não podia segurar, sentir o cheirinho. Só recebi fotos.

Perguntei da Gislene. Me disseram que ela foi anestesiada para a cesariana e que não acordava.

Virei pai, mas corria o risco de ficar viúvo.

Um dia se passou. Nada. Dois dias. Nada. Três. Nada. Eu ouvia a voz dela pela casa. A saudade me enlouquecia.

Até que o hospital ligou. A Gislene teria cinco dias para acordar. Caso contrário, desligariam os aparelhos. Já era o terceiro dia.

“Toque seu violino”: um milagre no quarto dia

Naquele dia, recebi uma ligação de um amigo. Um cara que nunca foi de religião, mas que disse que Deus pediu para eu orar e tocar violino para ela.

Toquei. Orei. Chorei. Supliquei. Pedi a Deus por um milagre.

No dia seguinte, ela me mandou mensagem.

Ela tinha acordado. No quarto dia. No penúltimo.

Dias depois, outra notícia: minha filha receberia alta.

Fui buscá-la tremendo. Será que ela ia gostar de mim?

Do corredor, vi minha filha de um lado, minha esposa do outro — ainda isolada. Não podia abraçar. Mas sabia que logo estaríamos juntos.

“Se depender de mim, nada mais vai nos separar”

Minha esposa chorou quando soube que a Eliza já estava em casa. Queria ser mãe por completo. Mas ainda estava presa num quarto de hospital.

Foram dez dias assim. Sozinho com a bebê, segurando as pontas com a ajuda da minha mãe.

Até que chegou o dia da alta. Fui buscá-la com o coração disparado. Parecia o primeiro encontro da nossa vida.

Hoje, graças a Deus, está tudo bem. A Eliza tem quatro anos. É cheia de vida. E eu e a Gislene seguimos juntos, apaixonados.

Sou eternamente grato a Deus por essa mulher.

Talvez você que está ouvindo já conheça essa história. No ano passado, ela contou aqui no programa. Agora, quis vir contar minha versão. Como vivi tudo isso. E como eu amo essa mulher.

A vida nos testou. Mas o amor venceu. E se depender de mim, de Deus e do amor que sinto por essa mulher, nada vai nos derrubar outra vez.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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