Agro

Exportações de gado vivo brasileiro em fevereiro caem 27,3%

A SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, divulgou recentemente o seu balanço a respeito das exportações de gado vivo do Brasil e, diferentemente do

TERRAVIVA

31/03/2026 • 02:01 • Atualizado em 31/03/2026 • 02:01

A SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, divulgou recentemente o seu balanço a respeito das exportações de gado vivo do Brasil e, diferentemente do que tinha acontecido no primeiro mês do ano, o resultado, em vez merecer festa e comemoração, foi recebido com preocupação por quem lida neste mercado. O que tem pra ser contado é que o total embarcado agora foi de 50,7 mil cabeças, com uma substanciosa queda de 27,3% em relação ao período correspondente do ano passado. Mas repare o companheiro fazendeiro que, em janeiro deste 2026 que tá em andamento, o volume despachado lá pra fora tinha sido de 169.500 animais, ou nada menos que três vezes e um pouquinho a mais do que no mês passado.

Mesmo considerando que este janeiro foi o melhor mês da história do setor exportador de boi em pé do Brasil, este forte despencamento foi motivo de grande assustamento pros exportadores brasileiros, primeiramente porque é um tombo muito dolorido assim de uma hora pra outra, e aí fica todo mundo ressabiado, imaginando o que foi que fez o vento mudar de lado tão de repente. E segundamente, porque este resultado ainda não foi influenciado pela guerra lá no Médio Oriente, que começou justamente no derradeiro dia do fevereiro que tá sendo analisado, né. O problema é que a maior parte do gado vivo que o Brasil exporta vai pra países ou que estão diretamente enrolados no conflito ou que tão localizados em regiões perigosamente próximas de onde os canhões tão atirando sem descanso na sua absurda missão de espalhar morte e destruição indiscriminadamente.

De acordo com a SECEX, os cinco maiores compradores de animais vivos do Brasil no mês passado foram o Egito, com 41,7% do total, a Turquia, com 34,4%, o Iraque, com 12,1%, o Marrocos, com 5,5%, e o Líbano, com 4,2%. Como esta lista varia bastante ao longo do ano, outros países também têm participação importante nas vendas brasileiras pra região. Aí, do jeito que a situação tá agora, além de ser muito difícil e extremamente perigoso mandar pra lá não só boi em pé como também todo tipo de mercadoria, logicamente que o custo do transporte já tá em alturas estratosféricas, e isso sem falar ainda de uma possível queda na demanda por conta dos gravíssimos prejuízos sofridos pela economia destes países que fazem parte da nossa freguesia, né.

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