Agro

Cota chinesa faz importadores anteciparem compras de carne brasileira

Com o tempo cumprindo o seu roteiro costumeiro de querer apostar corrida com o cavalo rei dos parelheiros, pra esclarecer quem é o mais ligeiro, o terceiro mês do 2026

TERRAVIVA

26/03/2026 • 19:21 • Atualizado em 26/03/2026 • 19:21

Com o tempo cumprindo o seu roteiro costumeiro de querer apostar corrida com o cavalo rei dos parelheiros, pra esclarecer quem é o mais ligeiro, o terceiro mês do 2026 tá chegado no seu trecho derradeiro e, no setor exportador da carne bovina brasileira, tá todo mundo agoniado pra saber logo a situação atual dos embarques pra China. O caso é que, como já é da sabedência geral, o gigante do oriente distante decretou uma cota limitante pra todos os seus fornecedores, e a nossa com certeza vai ser preenchida bem antes do final do ano. Aí o pessoal da Consultoria Agrifatto passou na peneira os dados arrecadados no eito pela SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, a respeito do movimento nos dois primeiros meses do ano presente, e o resultado mostrou alguns números bem interessantes.

Pois então, o que tá lá registrado é que, neste prazo considerado, os nossos estimados fregueses chineses compraram da gente um total de 640.990 toneladas do produto, o que representou um fortíssimo aumento de nada menos que 39,2% em relação ao período correspondente do ano passado. Considerando tudo o que eles importaram, a participação dos frigoríficos brasileiros foi de 58%, enquanto a Austrália ficou em segundo lugar, com uma fatia de 16%, e a Argentina em terceiro, com 11%. Repare agora o amigo fazendeiro que, de acordo com a contabilidade das autoridades chinesas, o Brasil já entregou lá o equivalente a 33,6% de todo o volume que tá determinado pro ano inteiro.

O problema é que, por uma questão de esperteza, eles tão pondo na conta o produto que chegou lá a partir do dia primeiro do ano, e não só o que saiu do Brasil depois desta data, quando a limitação começou a valer, e o resultado é uma diferença correspondente a mais de 148.500 toneladas contra a gente. E pra piorar a situação, a questão é que, se as exportações daqui pra lá continuarem na mesma toada de hoje, a nossa cota deve ser completada já no mês de junho. Acontece que a situação atual do mercado internacional é de grande carestia de mercadoria, e esta correria dos compradores chineses pra garantir o seu próprio abastecimento tá dando uma grande contribuição pro aumento geral da cotação. Pois então, o caso agora é de sentar e esperar pra ver o que é que eles vão fazer, depois de junho, pra arrumar carne boa e barata pro povo lá comer, né.

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