Agro

Quem é João Paulo Capobianco, novo ministro do Meio Ambiente

Biólogo e doutor em Ciência Ambiental, o atual Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente consolida-se como o articulador técnico entre as metas de conservação e o setor produtivo

Da redação

DA REDAÇÃO

31/03/2026 • 18:09 • Atualizado em 31/03/2026 • 18:09

João Paulo Capobianco, é nomeado ministro do Meio Ambiente
João Paulo Capobianco, é nomeado ministro do Meio Ambiente - Foto: Agência Senado

O biólogo João Paulo Ribeiro Capobianco assume, a partir desta terça-feira (31), o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em substituição a Marina Silva (Rede), que deixa o cargo para concorrer às eleições 2026. Capobianco já atuava como Secretário-Executivo da pasta e sempre atuou como "vice-ministro", responsável direto por transformar as diretrizes políticas da ministra em ações práticas e resultados mensuráveis.

Sua relevância no cenário internacional foi reafirmada ao assumir a presidência da COP15 de Espécies Migratórias, realizada em Campo Grande (MS). O evento colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre biodiversidade e conectividade de ecossistemas, temas que dialogam diretamente com a sustentabilidade das paisagens rurais brasileiras.

Biólogo e doutor em Ciência Ambiental pela USP, ele foi o coordenador do primeiro Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) entre 2003 e 2008. Sua experiência anterior no terceiro setor, em instituições como a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA), conferiu a ele uma visão pragmática sobre o papel da governança no campo.

Para o agronegócio, a presença de Capobianco no ministério sinaliza uma gestão técnica. Ele é um dos principais defensores de que a regularização ambiental e o fim do desmatamento ilegal não são obstáculos , mas sim garantias de acesso aos mercados internacionais mais exigentes, que hoje demandam rastreabilidade e sustentabilidade.

No dia a dia do ministério, Capobianco coordena as secretarias temáticas e os órgãos vinculados, como o Ibama e o ICMBio. Sua atuação foca na reconstrução da capacidade de fiscalização e no avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR), ferramenta essencial para a segurança jurídica do produtor rural.

"O Brasil tem a oportunidade única de ser a maior potência agroambiental do planeta. Para isso, precisamos de ciência aplicada e políticas públicas que valorizem quem preserva", afirmou o secretário em agendas recentes.

À frente do MMA em ausências da ministra titular, João Paulo Capobianco mantém o foco em três pilares para o futuro, como a meta de zerar a retirada ilegal de vegetação até 2030, o incentivo a práticas que regeneram o solo e capturam carbono e o uso de tecnologia para monitorar biomas e prevenir desastres climáticos, como secas e queimadas extremas.

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