Agro

Mato Grosso do Sul ganha nova usina de etanol de milho em Jaraguari

Empreendimento recebe licença ambiental e deve produzir até 200 mil metros cúbicos de biocombustível por ano no estado

Da redação

DA REDAÇÃO

02/04/2026 • 13:06 • Atualizado em 02/04/2026 • 13:06

O agronegócio de Mato Grosso do Sul ganha um reforço estratégico com o avanço de um novo projeto industrial. Uma nova usina de etanol de milho , localizada no município de Jaraguari, recebeu a licença ambiental para instalação. O empreendimento reforça a tendência de verticalização da produção de grãos no estado, transformando matéria-prima em energia renovável.

A nova unidade terá capacidade para processar até 500 toneladas de milho ou sorgo por dia. Em termos de volume final, a expectativa é que a produção alcance 200 mil metros cúbicos de etanol anualmente. O projeto aproveita o excedente de grãos da região para gerar valor agregado e biocombustível de alta demanda.

Expansão da produção de biocombustíveis

A chegada da usina em Jaraguari consolida Mato Grosso do Sul como um polo de energia limpa. Na safra passada, o estado produziu mais de 4 bilhões de litros de biocombustíveis, número que deve crescer com a operação de novas plantas de processamento de milho.

Diferente do etanol de cana-de-açúcar, a produção a partir do milho permite que a indústria opere durante todo o ano, sem a interrupção do período de entressafra da cana. Além do combustível, o processo gera o DDG (grãos de destilaria secos), um subproduto rico em proteínas utilizado na nutrição animal.

Entenda o processo: O que é Etanol de Milho?

O etanol de milho é um biocombustível produzido através da fermentação do amido contido no grão. No Brasil, essa indústria cresce rapidamente, especialmente no Centro-Oeste, por ser uma alternativa para o escoamento da safra recorde de milho, reduzindo custos de logística e aumentando a rentabilidade do produtor.

Desafios na safra de grãos e preços

Apesar do otimismo com a nova indústria, o setor monitora os impactos climáticos na produção de grãos. Dados recentes indicam redução na área plantada na primeira safra e dificuldades na colheita em diversas regiões produtoras do país.

No Paraná, por exemplo, houve registro de queda na produção, o que pressiona o mercado. Segundo dados do indicador Cepea/CNA, essa menor oferta já reflete nos preços de outros grãos essenciais. O feijão carioca teve alta de 50% no campo desde o início do ano, enquanto o feijão preto subiu 32%.

Mudanças no Ministério da Agricultura

O cenário de expansão industrial e desafios na safra coincide com trocas na gestão pública do setor. André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira, em cerimônia na sede da Embrapa, em Brasília.

Ele substitui Carlos Fávaro, que deixa a pasta para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso. No Ministério da Pesca, anteriormente ocupado por André de Paula, o secretário executivo Édipo Araújo assume o comando interinamente.

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