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Fibromialgia tem diagnóstico por exclusão; entenda a doença

Ministério da Saúde estima que 3% da população brasileira sofre com a condição

Luccas Balacci

LUCCAS BALACCI

01/05/2025 • 13:33 • Atualizado em 01/05/2025 • 13:33

Dores por todo o corpo, cansaço constante e problemas para dormir. Essa é a rotina de muitas pessoas que vivem com fibromialgia, doença crônica que é pouco compreendida, leva tempo para ser diagnosticada e afeta a rotina e o bem-estar de quem sofre com ela.

Segundo levantamento da Sala Digital , parceria entre a Band e o Google, o Brasil está entre os 10 países com maior interesse por dores crônicas no buscador nos últimos 12 meses. O pódio fica com Países Baixos, Canadá e Austrália.

Entre diferentes doenças e síndromes que causam dores no corpo, a fibromialgia tem chamado a atenção dos brasileiros. O interesse médio de buscas no país pela condição nos últimos cinco anos cresceu 33% na comparação com os cinco anos anteriores. O Ministério da Saúde estima que, no país, cerca de 3% da população seja afetada pela doença.

A fibromialgia foi tema do programa Viver Melhor, da BandNews TV, apresentado por Jean Gorinchteyn. O infectologista recebeu o ortopedista André Tsai, vice-presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, e o neurocirurgião Eduardo Urbano, do Hospital Albert Einstein para responder dúvidas dos brasileiros sobre a síndrome.

O que é fibromialgia?

“A fibromialgia é uma doença crônica caracterizada por dores espalhadas pelo corpo todo. Essa dor acontece tanto a nível muscular como nas articulações e que é mais comum nas mulheres", afirma Tsai.

O que causa fibromialgia?

Segundo Urbano, há uma dificuldade técnica de entender a origem da condição. “A fibromialgia é um quadro que a gente chama de disfuncional. Não entra como uma dor neuropática, uma dor orgânica ou uma lesão intestinal. O que a gente consegue observar é que os pacientes têm uma certa perversão sensitiva. Ou seja, onde deveria perceber uma pressão, ele sente dor. E isso acontece em inúmeros pontos do corpo.”

Como saber se tenho fibromialgia?

O ortopedista André Tsai explica que o diagnóstico de fibromialgia passa por um critério de exclusão. “Normalmente, são feitos exames laboratoriais de imagem ou mesmo a eletroneuromiografia, que ajudam a descartar outras condições, como as síndromes do túnel do carpo e radicular. Na pessoa com fibromialgia, porém, não se encontra nada que justifique as dores. É um conjunto de sinais e sintomas que se manifestam de forma diferente para cada paciente, mas que indicam se tratar da doença."

Fibromialgia tem cura?

Segundo o Ministério da Saúde, não há cura para a fibromialgia. A doença ainda estudada pela medicina para entender como opera dentro do corpo humano. O tratamento, neste caso, é pensado para controlar sintomas e garantir maior qualidade de vida ao paciente.

Fibromialgia pode matar?

A fibromialgia não leva à morte nem causa danos mais graves, como deformidade ou paralisação de membros. As dores constantes e espalhadas pelo corpo, porém, impactam o cotidiano e provocam problemas físicos e psicológicos.

Como tratar fibromialgia?

A Sociedade Brasileira de Reumatologia indica o uso de medicamentos para o controle da dor, como relaxantes musculares e os neuromoduladores. Sendo a dor constante um gatilho para problemas de saúde mental, é comum pacientes também receberem indicação de antidepressivos.

Outra importante medida para o controle da dor da fibromialgia é a prática de atividades físicas, respeitando os limites impostos pelo corpo. A alimentação saudável, com dietas que excluem alimentos inflamatórios – glúten e ultraprocessados – também podem contribuir com o alívio dos sintomas, assim como práticas para melhorar a qualidade do sono.

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