O ex-presidente Jair Bolsonaro passou o fim de semana recolhido em casa, cumprindo as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinaram o uso de tornozeleira eletrônica, toque de recolher noturno e outras restrições. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e executada pela Polícia Federal na sexta-feira (19), como parte das investigações que tramitam na Corte.
A decisão gerou forte reação entre parlamentares da oposição, que passaram a cobrar uma resposta institucional do Congresso Nacional. Deputados e senadores ligados ao ex-presidente pressionaram os presidentes da Câmara e do Senado para suspenderem o recesso parlamentar, atualmente previsto até 4 de agosto. O pedido, no entanto, foi rejeitado por ambas as Casas.
Mesmo com o recesso mantido, aliados de Bolsonaro intensificaram articulações políticas. Entre as principais pautas que a oposição quer ver avançar no Congresso está o projeto que limita decisões monocráticas de ministros do STF. A proposta ainda depende da criação de uma comissão especial para ser debatida. Outro tema que ganhou fôlego nos últimos dias é a votação da PEC que extingue o foro privilegiado em casos de crimes comuns, cujo texto já está pronto para ser levado ao plenário da Câmara.
A terceira medida reivindicada é a retomada do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto encontra resistência na base governista e enfrenta dificuldades para avançar, ainda que um grupo da oposição defenda a construção de uma versão alternativa para tentar contornar o impasse.
Mesmo durante o recesso, a Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados manteve convocada uma sessão extraordinária para esta terça-feira (22), às 10h. O único item na pauta é uma moção de solidariedade a Jair Bolsonaro, protocolada por deputados no dia da operação da Polícia Federal.
Além das movimentações no Legislativo, o Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro, convocou seus parlamentares para uma reunião emergencial nesta segunda-feira (22), às 14h, em Brasília. O objetivo é alinhar o discurso e discutir os próximos passos da bancada diante do avanço das medidas judiciais.
A operação da Polícia Federal e a reação do meio político ocorrem em um contexto de crescente tensão entre o STF e setores da direita. Parlamentares ligados ao ex-presidente acusam a Corte de abuso de autoridade, enquanto o Supremo mantém as investigações em sigilo. A expectativa da oposição é de que a mobilização ganhe fôlego com o retorno dos trabalhos legislativos em agosto.
Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br .
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