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Dor articular em pets: veja como cães e gatos revelam sinais de desconforto

Mudanças sutis de comportamento, higiene e locomoção ajudam a identificar problemas nas articulações antes que a rotina do animal seja prejudicada

Da redação

DA REDAÇÃO

21/08/2026 • 19:45 • Atualizado em 21/08/2026 • 19:45

Cães e gatos podem "disfarçar" desconfortos articulares
Cães e gatos podem "disfarçar" desconfortos articulares - Foto: Gerada por IA

A dor articular é uma condição silenciosa que pode comprometer a qualidade de vida de cães e gatos sem que o tutor perceba de imediato. Mestres em disfarçar o desconforto, os animais costumam ter os primeiros sintomas associados erroneamente à velhice , preguiça ou simples alterações de humor. A forma de manifestar o incômodo, no entanto, varia bastante entre as duas espécies.

Enquanto os cães costumam externar limitações em atividades cotidianas compartilhadas com o tutor, como passeios e brincadeiras , os felinos tendem a reorganizar a própria rotina pela casa, muitas vezes sem claudicar (mancar) de forma evidente.

Sinais de alerta em cães e gatos

Cães: Costumam apresentar rigidez ao levantar após longos períodos de repouso, relutância em subir escadas ou entrar no carro e ritmo mais lento durante as caminhadas. O desconforto costuma ser mais acentuado pela manhã ou em dias com temperaturas mais baixas.

Gatos: Deixam de saltar diretamente para locais altos (passam a usar apoios intermediários ou abandonam o local), preferem dormir mais perto do chão e podem demonstrar irritação ao toque. A dificuldade para se curvar também afeta a higiene pessoal, deixando a pelagem opaca, além de dificultar o uso de caixas de areia com bordas altas.

Fatores de risco além da idade

Embora mais prevalente na fase sênior, o desgaste articular não é exclusivo do envelhecimento. Animais jovens também podem desenvolver o problema em decorrência de:

Sobrepeso e obesidade: Aumentam a sobrecarga mecânica nas articulações e aceleram a perda de massa magra.

Fatores genéticos: Predisposição anatômica e alterações ortopédicas congênitas.

Traumas e esforços inadequados: Quedas, impactos ou atividades físicas intensas sem condicionamento prévio.

Diagnóstico e adaptação do ambiente

A confirmação do quadro exige avaliação do médico-veterinário com histórico clínico, exames físicos e de imagem — vídeos do comportamento do pet em casa costumam ser úteis para a análise no consultório.

O manejo envolve adaptações como o uso de pisos antiderrapantes, rampas de acesso e caixas de areia com entrada rebaixada. No campo nutricional, o suporte orientado pelo profissional pode incluir compostos como o colágeno tipo II não desnaturado e ácidos graxos ômega-3 ( ricos em EPA e DHA ), focados na modulação inflamatória e na preservação da mobilidade.

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