O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro , atuava como demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo “A Turma”, conforme a Polícia Federal. Ele foi preso nesta quinta-feira (14).
Segundo a Polícia Federal, a representação policial situa Henrique Vorcaro não só como pai do dono do Banco Master, mas como agente que atuava em conjunto com o filho, em posição de colaboração direta , como solicitador e beneficiário dos serviços ilícitos prestados pelo grupo, “além de exercer função própria e autônoma na engrenagem financeira voltada à sua sustentação”.
Conversas extraídas do celular de Marilson Roseno, policial federal aposentado, indicam que Henrique Vorcaro permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero.
“Inclusive com menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais, o que reforça a contemporaneidade e a sofisticação do agir investigado”, declarou a PF.
O documento da Polícia Federal aponta que, em diálogo de 9 de janeiro deste ano, ao não conseguir contato telefônico imediato com Marilson Roseno, Henrique envia mensagens insistindo em retorno e afirma: “no momento em que estou é que preciso de vocês”, frase que a autoridade policial interpreta como referência direta ao grupo “A Turma”.
“O dado é especialmente relevante porque demonstra, em tese, que, mesmo após o início ostensivo da investigação, Henrique continuou recorrendo ao núcleo criminoso para a satisfação de seus interesses, o que revela contemporaneidade da atuação e persistência do vínculo funcional com a organização”, diz trecho do documento.
Prisão de Henrique Vorcaro
O pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (14), em Nova Lima, em Minas Gerais, durante a sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal .
A nova fase da ação tem o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos .
Agentes federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens.
Os alvos estão sendo investigados por crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
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