Jornal da Band

PF desarticula quadrilha de tráfico internacional de cocaína em SC

Operação da Polícia Federal cumpriu 17 mandados de prisão preventiva contra organização criminosa que utilizava portos catarinenses para o envio de drogas à Europa e África

Rodrigo Hidalgo

RODRIGO HIDALGO

19/05/2026 • 23:44 • Atualizado em 19/05/2026 • 23:44

Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira (19) prendeu 17 pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico internacional de cocaína com base no litoral catarinense. A investigação aponta que o grupo utilizava a estrutura portuária de Santa Catarina para exportar grandes quantidades de entorpecentes escondidas em contêineres e cascos de navios.

Os agentes cumpriram 17 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. As diligências foram concentradas em São Francisco do Sul, no litoral norte catarinense, onde foram cercadas mansões ligadas aos suspeitos. Em uma das residências, os policiais localizaram dinheiro em espécie escondido no interior de uma caixa contendo bonecas.

Segundo as apurações, que começaram em 2023, o grupo movimentava toneladas de cocaína pelos portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba. Desde o início dos trabalhos, a Polícia Federal já apreendeu mais de 4,5 toneladas da droga e desmantelou a rede de lavagem de dinheiro que utilizava empresas de fachada e "laranjas" para ocultar os valores ilícitos.

Equipamentos de alta complexidade

Durante a execução dos mandados, os agentes apreenderam armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, granadas, pistolas e uma metralhadora ponto 50. Além disso, a operação desarticulou o núcleo dos chamados "mergulhadores do tráfico", especialistas em fixar carregamentos nos cascos das embarcações, que também prestavam serviços para outras organizações criminosas no Nordeste brasileiro. Três desses mergulhadores foram presos nesta terça-feira.

O delegado Alessandro Netto Vieira destacou que a organização criminosa operava com alto grau de profissionalismo. "As investigações revelaram que a organização usava empresas de fachada, laranjas e negócios fictícios para lavar o dinheiro", explicou o delegado. Até o momento, as autoridades confirmam que um suspeito permanece foragido, e as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos na estrutura criminosa.

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