A Nasa deu um passo importante em seu programa que promete iniciar o processo que quer recolocar o ser humano na superfície da Lua, com o lançamento do foguete da Missão Artemis II, às 19h35 (de Brasília) desta quarta-feira (1º), de Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos
O lançamento do sistema que impulsionou a espaçonave Orion marcará o retorno da humanidade à órbita lunar pela primeira vez desde 1972 , quando a Apollo 17 cumpriu a última missão tripulada à superfície da Lua.
A tripulação da Artemis II reúne três astronautas da Nasa e um da Agência Espacial Canadense (CSA) . O comandante é Reid Wiseman, veterano de uma missão à Estação Espacial Internacional. O piloto é Victor Glover, enquanto Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen atuam como especialistas de missão. A missão inaugura uma era de exploração espacial mais representativa, ao levar pela primeira vez ao satélite terrestre uma mulher, um astronauta negro , e um não-americano.
Vida a bordo e missão
A Artemis II enviou os quatro astronautas para uma viagem de ida e volta à Lua. Eles irão a milhares de quilômetros além do satélite, darão meia-volta e retornarão imediatamente, mas sem orbitar a Lua. A missão inicia uma série de experimentos e treinamentos para recolocar seres humanos em solo lunar novamente ainda nesta década. Depois, a intenção é de estabelecer presença humana permanente no satélite terrestre.
Durante os 10 dias de viagem, os quatro astronautas viverão no módulo de tripulação da Orion . O volume habitável é de cerca de 330 pés cúbicos, algo em torno de 9,3 metros cúbicos – o equivalente ao espaço interno de duas minivans compartilhado por quatro pessoas.
No interior compacto, a cápsula reúne sistemas avançados de suporte à vida responsáveis por controlar temperatura, umidade, oxigênio e remoção de dióxido de carbono. Armários, consoles eletrônicos e equipamentos científicos dividem espaço com alimentos, água, roupas e itens pessoais da tripulação.
Para dormir, os astronautas usarão sacos de dormir leves fixados às paredes, que funcionam como quatro redes suspensas dentro da cabine. A rotina diária inclui períodos de trabalho, refeições rápidas, exercícios físicos em dispositivos compactos e momentos de descanso, seguindo um cronograma rigoroso definido pela equipe em solo.
A missão também servirá para avaliar conforto, fadiga, saúde mental e dinâmica de grupo em um ambiente tão restrito por vários dias. Esses dados serão fundamentais para planejar estadias mais longas em órbita lunar e, no futuro, viagens de meses rumo a Marte.
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