O ministro da Fazenda voltou a colocar panos quentes na crise aberta com o Congresso depois da derrubada do aumento do IOF . Fernando Haddad disse que o governo está pronto para negociar e que o “Fla-Flu”, rivalidade entre dois clubes do Rio de Janeiro, entre os poderes não interessa ninguém.
O ministro da Fazenda entrou em cena nesta terça-feira (8) como principal “bombeiro” da crise entre governo e congresso. Haddad disse que não vê dificuldade no diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, depois que os parlamentares derrubaram o decreto do governo que aumentava o IOF.
Fernando Haddad afirmou que está “à disposição” em busca de uma saída para a queda de braço com o Legislativo.
"Nós estamos completamente disponíveis para sentar à mesa. Nós nunca saímos da mesa de negociação. Quando um não quer, dois não brigam. Nós não vamos brigar, porque no caso aqui, nenhum dos dois quer. Esse Fla-Flu não interessa a ninguém", disse.
Hugo Motta já foi procurado por interlocutores de Haddad para um encontro nesta semana. Os presidentes da Câmara e do Senado já avisaram que também topam uma reunião com Lula, mas primeiro o presidente vai fazer o que ministros estão definindo como um “dever de casa”.
Lula pretende chegar com “proposta avançada” para reunião
Lula aguarda sugestões da base e da equipe econômica para repor a perda de arrecadação. Ministros dizem nos bastidores que o presidente quer ouvir o que Motta e Davi Alcolumbre tem a dizer, mas também vai marcar posição.
A intenção do presidente é chegar na reunião de conciliação marcada pelo Supremo para o dia 15 com uma “proposta avançada” para um acordo com o Congresso. Oposicionistas e centrão afirmam que o erro do governo foi aumentar um imposto regulatório.
"“Segundo a Constituição, o IOF é para proteção econômica. Infelizmente, eles estão utilizando isso como algo arrecadatório, como um caixa que eles querem ter simplesmente para suprimir, na verdade para suprir a gastança, que eles já estouraram o arcabouço fiscal", disse Coronel Ulisses, vice-líder do União Brasil na Câmara."
Uma das alegações do Congresso para derrubar a alta do tributo foi o uso incorreto do imposto. Já o governo diz que é atribuição do presidente assinar decretos com mudanças na alíquota.
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