Jornalismo

Irã confirma fechamento total do Estreito de Ormuz até ‘novo aviso’

Decisão do Irã foi tomada após novos ataques dos EUA ao sul do país

Da redação

DA REDAÇÃO

11/06/2026 • 11:13 • Atualizado em 11/06/2026 • 11:13

Embarcações estão ancoradas no Estreito de Ormuz, como visto de Musandam
Embarcações estão ancoradas no Estreito de Ormuz, como visto de Musandam - Foto: REUTERS/Stringer

O Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz “até novo aviso” após os ataques dos Estados Unidos ao sul do país . A informação foi divulgada pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico nesta quinta-feira (11).

"“Devido às tensões criadas pelas forças de agressão dos EUA na região e ao anúncio feito pelas Forças Armadas Iranianas na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso”, declarou a autoridade."

Segundo a agência iraniana Irna, citando um comunicado do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, o “Estreito de Ormuz está fechado à passagem de todos os tipos de embarcações, incluindo petroleiros e navios mercantes, e qualquer movimento será alvo de ataques”.

O comunicado também alertou que as Forças Armadas iranianas darão uma resposta a qualquer agressão por parte dos Estados Unidos.

Ataques entre EUA e Irã

Os Estados Unidos e o Irã voltaram a se atacar mutuamente nesta quinta-feira (11), pelo segundo dia consecutivo, e o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu novos ataques aéreos caso Teerã não aceite imediatamente um acordo de paz.

O segundo dia consecutivo de ataques de retaliação mútua, com o Irã visando bases dos EUA em toda a região do Golfo, fez os preços do petróleo voltarem a subir. O regime iraniano afirmou ainda que fechou novamente o Estreito de Ormuz.

Esta é a ameaça mais grave ao frágil cessar-fogo acordado em abril e reduz ainda mais as esperanças de um fim rápido para a guerra iniciada em 28 de fevereiro com ataques aéreos conjuntos em larga escala dos EUA e de Israel contra o Irã.

Ataque ‘em defesa própria’

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) anunciou ter feito ataques aéreos "em defesa própria" contra "múltiplos alvos" no Irã sob ordens de Trump e que os "bombardeios são em resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irã". Trump havia advertido horas antes que os EUA atacariam "duramente" o Irã e que o Irã "pagaria o preço" pelo impasse nas negociações.

Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado bases dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Numa série de comunicados divulgados pela agência de notícias iraniana Fars, a Guarda Revolucionária afirmou que mirou 18 alvos em duas ondas de ataques contra as bases aéreas Ali al-Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Isa, no Bahrein.

As forças iranianas comunicaram também que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein e a base aérea de al-Azraq, na Jordânia. O Kuwait fechou temporariamente seu espaço aéreo, enquanto suas forças armadas informavam que os sistemas de defesa aérea estavam atuando para interceptar "alvos aéreos hostis".

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Majid Mousavi, disse nesta quinta-feira que transformará o Oriente Médio em um "inferno" para os Estados Unidos, em meio aos novos ataques.  "Vocês acham que podem transformar o sagrado Estreito de Ormuz em um lugar inseguro? Nós transformaremos toda a região em um inferno para vocês", ameaçou.

*Com DW Brasil.

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