Jornal da Band

Alpinista voluntário diz que quase caiu em vulcão que brasileira morreu

Em vários momentos, ele correu risco por causa das condições extremas na região

FERNANDO DAVID

26/06/2025 • 22:38 • Atualizado em 26/06/2025 • 22:38

O alpinista voluntário, que participou do resgate do corpo da brasileira em uma montanha da Indonésia, contou os momentos dramáticos que passou. Em vários momentos, ele correu risco por causa das condições extremas na região.

Imagens inéditas feitas por drone mostram os dois grupos de voluntários posicionados em pontos diferentes da encosta - um a 400 metros de profundidade, e outro ainda mais abaixo, a 600 metros. atentos ao deslocamento do corpo içado montanha acima.

O voluntário que chegou até o corpo de Juliana foi o alpinista indonésio Agam  - que atua como guia na região. Em uma live nas redes sociais, Agam fez um relato dramático do resgate e disse que por várias vezes, pedras e areia deslizaram do alto e que por pouco não caíram também.

Juliana Marins tinha 26 anos. Ela fazia um mochilão na Ásia e decidiu subir até o cume do Monte Rinjani, na Indonésia, com um grupo de cinco estrangeiros -- eles contrataram um guia local.

Juliana precisou parar para descansar e o grupo seguiu em frente, deixando-a sozinha. A brasileira teria caído no penhasco no sábado de madrugada. Um drone de outro grupo de turistas captou imagens dela ainda viva. O resgate só conseguiu alcança-la quatro dias depois da queda.

O vulcão, segundo maior da Indonésia, fica dentro de um parque nacional. O destino é muito procurado por turistas do mundo todo. Outros brasileiros que já enfrentaram a trilha relataram dificuldade extrema com as encostas íngremes, penhascos dos dois lados e neblina constante e denunciaram a falta de estrutura e de orientação dos guias sobre os perigos da trilha.

As autoridades do país informaram que o corpo da brasileira Juliana Marins será levado nesta quinta-feira (26) para a ilha de Bali, na Indonésia, onde passará por uma autópsia que deve esclarecer a causa e o horário da morte.

A Prefeitura de Niterói, onde Juliana morava com a família, disse que vai arcar com o traslado do corpo, que deve ser velado e sepultado em sua cidade natal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (26) que determinou que o Ministério das Relações Exteriores “preste todo o apoio à família” de Juliana Marins , “o que inclui o translado do corpo até o Brasil.” Segundo o presidente, o decreto que impede que o Estado aja nessa situação será revogado ainda hoje.

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