Jornalismo

Com 12 anos de atraso, Linha 17-Ouro do Metrô é entregue em SP; veja

Trajeto original da linha, que liga o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, foi reduzido de 18 km para 6 km

TATIANA SANTIAGO

30/03/2026 • 22:04 • Atualizado em 30/03/2026 • 22:04

A Linha 17-Ouro do Metrô, prometida para ser entregue para a Copa do Mundo , foi inaugurada nesta terça-feira (31), com 12 anos de atraso após rescisões de contratos e paralisações. Com investimento de R$ 5,9 bilhões, a linha vai ligar o Aeroporto de Congonhas até o Morumbi, na Zona Sul de São Paulo .

No primeiro dia, o funcionamento ocorre das 16h às 20h. A partir dos próximos dias, a operação será de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Sete das oito estações já estão abertas, incluindo a ligação com a Estação Morumbi (Linha 9-Esmeralda) e integração com a Estação Campo Belo, da Linha 5-Lilás.

O projeto da Linha 17 foi aprovado em 2010, durante a gestão tucana, e tinha 18 km de extensão, ligando o Jabaquara ao Morumbi. No entanto, o projeto original encolheu passando para 6,7 km e o prazo aumentou mais de uma década. A obra que deveria ter sido entregue desde a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), atual vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, será inaugurada três Copas depois do previsto.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve na cerimônia de inauguração. Em 2019, as obras que estavam paralisadas foram retomadas.

Linha Ouro

Inicialmente, os trens do monotrilho funcionam em operação assistida gratuita, em horário reduzido das 10h às 15h, entre Congonhas e Morumbi, com ligação às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda.

Segundo o Metrô, quando estiver funcionando em período integral deve transportar 93 mil passageiros por dia.

Serão oito estações em um trajeto de 6,7 km:

A nova Estação Aeroporto de Congonhas, na Avenida Washington Luís, vai permitir a integração do transporte sobre trilhos com o segundo mais movimentado aeroporto do país.

Histórico problemático

A Linha 17-Ouro do Metrô foi concebida com promessa de entrega em apenas três anos. As obras começaram em 2011, mas rapidamente passaram a enfrentar entraves técnicos, desapropriações incompletas e sucessivos atrasos, o que impediu o cumprimento do cronograma original.

O histórico da linha é marcado por uma sequência de contratos rompidos e concessões reformuladas. Em 2018, o governo estadual firmou concessão conjunta das linhas 5-Lilás e 17-Ouro com a iniciativa privada, transferindo a operação para a ViaMobilidade. No entanto, os contratos de construção continuaram enfrentando problemas: consórcios responsáveis foram substituídos após descumprimento de prazos e outras irregularidades, culminando na rescisão com o Consórcio Monotrilho Ouro em 2023 e na contratação de uma nova empresa para retomar as obras.

Entre disputas contratuais, impactos da operação Lava Jato e a pandemia de covid-19, o empreendimento acumulou mais de uma década de atrasos.

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