O primeiro-ministro da Hungria, Vitktor Orbán, reconheceu publicamente a derrota nas eleições deste domingo (12) . A apoiadores, o ultradireitista lamentou não ter recebido “a responsabilidade e possibilidade” de governar.
"Os resultados das eleições ainda não são finais, mas são compreensíveis e claros. É doloroso para nós, mas claro. A responsabilidade e a possibilidade de governar não nos foi dada. Parabenizei o vencedor", disse Orbán, que completou dizendo que seu partido, o Fidesz, “servirá como oposição”.
Seu oponente, o advogado Péter Magyar, publicou em sua conta no Facebook que o atual primeiro-ministro o ligou reconhecendo a derrota e o parabenizando pela vitória.
Com quase 90% das cédulas apuradas, o Tisza projeta 138 dos 199 assentos da Assembleia , o que representa uma supermaioria de dois terços capaz de promover reformas constitucionais. O Fidesz ficará com 54 e Mi Hazánk terá 7 assentos, segundo o órgão eleitoral nacional.
Com o reconhecimento público, outros líderes europeus parabenizaram o novo líder do governo húngaro. O presidente francês, Emmanuel Macron, saudou o “apego” do povo húngaro aos "valores da União Europeia e ao papel da Hungria na Europa".
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse “ansioso” para trabalhar com Magyar. Seu homólogo sueco, Ulf Kristersson, descreveu o momento como “um novo capítulo na história da Hungria”.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a “Hungria escolheu a Europa” e que o país está “retornando o seu caminho europeu".
Orbán, de 62 anos, um dos líderes mais longevos da União Europeia e aliado do presidente dos EUA, Donald Trump , buscava novo mandato diante do avanço de Magyar. Ambos votaram em Budapeste, praticamente no mesmo horário. "Estou aqui para vencer", afirmou Orbán, que classificou a campanha como "um grande momento nacional".
A eleição ocorreu em meio a críticas de Bruxelas ao governo húngaro, visto como um dos principais antagonistas do bloco, e a uma trajetória política de Orbán que passou do liberalismo antissoviético a um nacionalismo próximo da Rússia e admirado pela direita global .
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