A indefinição predomina no ambiente entre os cardeais, o que é normal na história dos conclaves, mas algumas ideias vão ficando claras na véspera do dia em que começa a eleição do novo Papa.
Uma delas se refere a uma qualidade fundamental do nome a ser escolhido: cresce no Vaticano a expectativa de que o novo Papa seja um líder conciliador. E as razões são óbvias: há divisões na Igreja e elas deveriam ser atenuadas no que for possível.
Francisco batia duro muitas vezes, com teses vistas, mais o tom, visto como ousado demais por setores conservadores, mas o legado em si deve ser seguido. Há consenso aí.
Ainda sobre as divisões, há uma preocupação entre os cardeais de não prolongar, além dessa semana, o processo do conclave. Prolongar poderia escancarar e alimentar as divisões na Igreja. Dá para prever uma decisão rápida, como no caso de Francisco, que foi escolhido no quinto escrutínio.
Há um outro ponto que vem ganhando força entre os cardeais: a misericórdia deve ser uma marca do Papado, como foi no de Francisco: o amor misericórdia, que, aliás, é tema essencial de um dos escritores que ele mais admirava: o grande Dostoiévski.
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