Um conclave prolongado, denotando muitas dúvidas e discussões e retardando a decisão, pode provocar, e certamente provocaria, um clima de Igreja dividida, o que deve ser evitado a todo custo. Essa é uma preocupação que já dá para sentir no que vem do Vaticano.
De fato, quanto mais demore a busca de entendimento entre os 133 votantes, mais iria se mostrando uma Igreja dividida. Com todos os desafios para enfrentar, a ideia de divisão persistente seria um péssimo e desgastante caminho a se percorrer.
Francisco foi escolhido no quinto escrutínio. Foi rápido. Seria bom para a Igreja que o sucessor seja escolhido assim, sem muita demora. Vamos ver. A expectativa também parece se voltar para uma escolha que expresse o legado e a linha de abertura de Francisco, o que facilitaria uma decisão mais rápida.
Mas nenhuma surpresa pode ser descartada num conclave. E quanto ao fato de que 103 cardeais votantes tenham sido escolhidos por Francisco não significa alinhamento garantido com ele. A escolha de cardeais é motivada por muitas razões, nem todas tem a ver com afinidades entre o Papa e os nomeados.
Enfim, aposta em expectativa em torno de nomes tende a ser perda de tempo. Hoje a indefinição predomina por lá.
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