Brasil Urgente

Cunhada de professora morta com chumbinho também morreu envenenada, aponta laudo

A conclusão faz parte de um laudo toxicológico realizado após a exumação do corpo dela, feita no dia 23 de maio, para verificar se ela também foi morta com chumbinho

KELLY DIAS

18/06/2025 • 20:36 • Atualizado em 18/06/2025 • 20:36

Cunhada de professora morta com chumbinho também morreu envenenada, aponta laudo
Cunhada de professora morta com chumbinho também morreu envenenada, aponta laudo - Foto: Reprodução/Brasil Urgente

A confirmação de que a cunhada da professora Larissa Rodrigues também foi morta por envenenamento pode trazer uma reviravolta ao caso. Segundo o IML, os exames confirmaram que Nathalia Garnica, de 42 anos, também foi envenenada. O caso aconteceu em Riberião Preto, no interior de São Paulo.

A conclusão faz parte de um laudo toxicológico realizado após a exumação do corpo dela, feita no dia 23 de maio, para verificar se ela também foi morta com chumbinho. Os laudos apontaram que a substância que matou Nathalia foi "carbofurano", que pertence à mesma categoria de veneno que matou Larissa, e que foi encontrada em partes do pulmão, do estômago e do fígado.

Ela faleceu em fevereiro após um suposto infarto, mas, a proximidade das mortes chamou a atenção dos investigadores e desencadeou na confirmação de mais um homicídio.

O médico Luiz Antônio e a mãe, Elizabete Arrabaça, estão presos desde o dia 6 de maio por suspeita de homicídio qualificado contra a professora de pilates . Uma das linhas de investigação era de crime passional, já que Larissa descobriu que o médico a traía e pediu divórcio. Mas o advogado de Luiz Antônio sustenta a tese de um crime patrimonial, praticado apenas por Elizabete.

A defesa do médico Luiz Antônio Garnica já entrou com um pedido de revogação da prisão dele, e aguarda uma resposta do tribunal de justiça de São Paulo. Para o advogado, o laudo que apontou chumbinho no corpo de Nathalia Garnica, que foi exumado, só reforça a inocência do irmão dela, acusado junto com a mãe de matar a esposa.

A defesa do médico afirma que Elizabete era a única beneficiária de uma previdência que a filha tinha, e que após a suposta morte de Nathália por infarto, a mãe passou a receber o valor.

Em uma carta escrita da cadeia, Elizabete afirmou que a morte da nora foi acidental. Segundo ela, Larissa morreu após tomar um remédio supostamente contaminado com veneno de rato, o chamado "chumbinho", na noite anterior à morte. As duas estavam com dores no estômago e, por isso, tomaram juntas o medicamento, sem saber que o produto estaria envenenado.

Também na carta, ela conta que quem conseguiu o veneno foi Nathália Garnica, para dar a vizinhos que possuem chácaras na região. Ela é a principal suspeita de envenenar a professora, já que foi a última a visitá-la com vida no apartamento do casal, onde Larissa foi encontrada morta no dia 22 de março.

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