
A UEFA emitiu uma nota oficial dura nesta quinta-feira (30) para se posicionar contra a decisão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de vender participações acionárias na Copa do Mundo e em outros torneios da entidade . A organização declarou que as seleções de suas associações-membro não participarão dessas competições caso a medida seja mantida.
Com a decisão, a entidade europeia ameaça não enviar suas seleções para a Copa do Mundo de 2030, além de vetar a presença de clubes do continente na Copa do Mundo de Clubes e na Copa Intercontinental.
"A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. É um dos maiores legados do futebol. Nenhuma parte dela jamais deveria ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda", afirmou a UEFA em nota oficial.
Alegações de coerção
No comunicado, a entidade europeia classificou como "irresponsável e indefensável" o fato de uma proposta de tamanha relevância ter sido elaborada em segredo, sem consulta aos gestores do esporte.
Para aprovarem a venda, as federações receberam uma proposta de aumento nos repasses de 8 para 20 milhões de dólares . Contudo, Infantino declarou que as federações que recusarem o projeto podem ficar sem receber valor algum.
"Esta não é uma 'decisão democrática', mas sim uma governança pela intimidação – um ato de coerção indigno de uma instituição encarregada da gestão do futebol mundial", rebateu a UEFA.
Como funciona o plano da FIFA
Segundo divulgado pela própria FIFA em seu site oficial, o projeto prevê a venda de parte do torneio para investidores e acionistas, mantendo a entidade como acionista principal.
Confira os detalhes da proposta apresentada por Gianni Infantino:
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