Fórmula 1

Como nova regra das asas afeta as equipes da F1?

À Band, designer e comentarista analisa novidade adotada no Grande Prêmio da Espanha

THIAGO FAGNANI

30/05/2025 • 18:24 • Atualizado em 30/05/2025 • 18:24

Uma novidade no regulamento da Fórmula 1 tem sido um dos principais assuntos do Grande Prêmio da Espanha , neste final de semana: a adoção de novas regras aerodinâmicas, tendo como foco as asas dianteiras e traseiras dos carros .

Com as novas medidas, as asas dianteiras poderão se mover apenas 10mm sob uma carga de 1000 newton de força (aproximadamente 102 kg), e não mais 15mm. As partes móveis da asa traseira agora também terão um novo limite de apenas 3mm de deformação e não mais 5 mm.

As novidades foram testadas pela primeira vez nos treinos livres desta sexta-feira (30) no Circuito de Barcelona-Catalunha. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) vai monitorar a deformação das asas traseiras ao longo do fim de semana com novas câmeras de bordo de alta definição.

Mas como isso pode afetar a aerodinâmica e o desempenho das equipes? A Band conversou com Giorgio Piola , designer e comentarista, que respondeu: para a McLaren , que lidera o Mundial de construtores, o impacto tende a ser pequeno ao longo da temporada.

“É difícil dizer, mas não acho que haverá tanta mudança. Talvez a McLaren possa surpreender em algum circuito. Talvez a McLaren possa surpreender em algum circuito, porque este não é o circuito ideal para eles. Já vimos que, em pistas mais rápidas, a McLaren não se sai tão bem quanto em outras. Mas não acredito que isso vá mudar a posição da equipe”, avaliou.

Curiosamente, a McLaren é a única equipe que não levou atualizações para o GP da Espanha, já que as asas dos carros já haviam sido utilizadas. Confira a lista:

Em compensação, a Ferrari chegou a Barcelona com uma nova asa dianteira, semelhante à que é utilizada pela Mercedes . Para Piola, se a escuderia italiana acertar na aposta, tende a conquistar melhores resultados a partir de agora.

“Muitas equipes fizeram uma nova asa dianteira apenas para aplicar as novas regras. Mas a Ferrari não só criou uma asa nova com esse objetivo, como também apresentou algo realmente novo e sofisticado”, explicou o analista.

“A junção entre o endplate e os dois últimos flaps adota uma solução semelhante à da Mercedes, que no ano passado introduziu um outwash (fluxo de ar para fora do carro) muito maior. Então, é uma filosofia completamente nova na asa dianteira da Ferrari nesta corrida, mas ela será mantida por toda a temporada, porque é uma nova evolução”, completou.

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