Fórmula 1

Nova regra de asas da F1 não preocupa pilotos

F1 adotará asas mais rígidas nos carros, mas pilotos minimizam impacto da novidade nos resultados

Da redação

DA REDAÇÃO

29/05/2025 • 16:58 • Atualizado em 29/05/2025 • 16:58

O Grande Prêmio da Espanha será palco de uma importante mudança no regulamento da Fórmula 1 , que adotará limites menores para a flexibilidade das asas dianteiras e traseiras dos carros . A novidade é vista como uma ameaça para os desempenhos de McLaren e Mercedes , mas as outras equipes do grid se mostram atentas também aos impactos da medida.

Com as novas medidas, as asas dianteiras poderão se mover apenas 10mm sob uma carga de 1000 newton de força (aproximadamente 102 kg), e não mais 15mm. As partes móveis da asa traseira agora também terão um novo limite de apenas 3mm de deformação e não mais 5 mm. A FIA vai monitorar a deformação das asas traseiras durante os treinos com novas câmeras de bordo de alta definição.

Mas os pilotos acreditam ser pouco provável que, apesar da mudança de rota no decorrer da temporada, alguma equipe se beneficie muito mais que as outras a partir de agora.

“Com as mudanças que foram feitas para as asas dianteiras, houve um pouco de reaprendizado por parte de todas as equipes, mas não espero que isso mude muito o equilíbrio de forças”, afirmou George Russell , da Mercedes, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (29).

O ponto de vista foi semelhante ao de Carlos Sainz , da Williams . Segundo o espanhol, a tendência é que a rigidez das asas tenha impacto pequeno nos tempos de voltas dos carros.

“Obviamente, houve muita conversa a respeito disso. Não acho que isso vai afetas os pilotos e as equipes como as pessoas imaginam ou como a mudança de regulamento prevê. É uma asa dianteira e vai continuar sendo, então vai correr um pouco mais rígida e não vai flexionar tanto quanto acontecia. Eu não esperaria uma mudança de mais de 0.1 ao longo do grid para cada equipe, dependendo do quanto você flexionava”, analisou Sainz, que acredita que as equipes já cheguem à pista do Circuito de Barcelona preparados com as informações de simuladores.

“Acho que hoje em dia temos muitas ferramentas – mecanicamente e aerodinamicamente – para acertar esses carros. Vai ser um desafio. Temos três sessões de treinos livres para ver onde o carro estará, e no primeiro treino damos passos para acertar e colocar o carro em uma situação decente. Você pode imaginar que os times tenham dado inúmeras voltas no simulador com a nova asa. Hoje em dia, as equipes da F1 são bem preparadas neste sentido para não serem pegas de surpresa com este tipo de mudança”, completou.

Para Fernando Alonso , a nova regra pode ser entendida como mais uma atualização no carro, mas que entra ao mesmo tempo em todas as equipes. Na avaliação do espanhol da Aston Martin , o fato de o GP da Espanha vir após o GP de Mônaco, no qual as equipes precisam de um carro com um pacote aerodinâmico bastante específico, deve reforçar nos times esse impacto compulsório.

“Em Barcelona, com um fim de semana mais normal, vamos descobrir onde estamos em termos de desempenho. Mas acho que todo mundo vai trazer algumas atualizações aqui, especialmente com a nova regra da asa dianteira, então vamos ver como isso afetará a todos”, resumiu.

Charles Leclerc foi pelo mesmo caminho dos outros pilotos.

“Acho que, como piloto, vai mudar um pouco o balanço”, disse o monegasco da Ferrari . “Mas eu não sei o quanto vai mudar a regulação. É muito difícil saber até agora. Sabemos o quanto vai afetar, mas não muito. Não sabemos o quanto vai afetar os outros, e essa é a pergunta que vamos entender de amanhã em diante”, completou, em referência aos treinos livres da sexta-feira (30).

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: