
O cinema tem sido uma ferramenta fundamental para dar voz e visibilidade às pautas da comunidade LGBTQIA+ ao longo das últimas décadas. Por meio de histórias reais ou ficcionais, diversas produções cinematográficas ajudam a sensibilizar o público sobre a importância da luta por direitos, respeito e igualdade em diferentes contextos históricos e sociais.
Anualmente, no dia 17 de maio, é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. A data recorda o dia 17 de maio de 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID), deixando oficialmente de considerá-la uma doença.
Abaixo, confira uma seleção de obras que se tornaram marcos ao retratar trajetórias de autodescoberta, resistência política e a busca universal pelo direito de existir plenamente.
Hoje eu quero voltar sozinho
O longa brasileiro apresenta Leonardo, um adolescente cego que busca autonomia diante da superproteção materna. A rotina do jovem muda com a chegada de Gabriel, um novo aluno que desperta sentimentos amorosos inéditos. A produção é celebrada pela forma natural e sensível com que aborda o amadurecimento e a descoberta da sexualidade na adolescência.
Onde assistir: Telecine, Claro TV, Prime Video.
O jogo da imitação
A obra retrata a vida do matemático Alan Turing, responsável por decifrar códigos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Apesar de ser um herói de guerra, Turing sofreu uma perseguição cruel do governo britânico por ser homossexual, em uma época em que a orientação era tratada como crime. O filme expõe uma das maiores injustiças históricas contra a comunidade.
Onde assistir: Prime Video e HBO Max.
Com amor, Simon
O enredo foca em Simon Spier, um jovem que vive o dilema de esconder sua orientação sexual dos amigos e da família. Ao iniciar uma troca de mensagens anônimas com outro garoto, Simon precisa lidar com o medo da exposição e a pressão social.
Onde assistir: Disney +.
Milk
O filme biográfico acompanha a vida de Harvey Milk, o primeiro político assumidamente gay eleito nos Estados Unidos. O longa detalha sua atuação em San Francisco nos anos 1970, onde Milk enfrentou forte resistência para combater o preconceito. Sua luta por representatividade transformou o cenário político e inspirou gerações no movimento pelos direitos civis.
Onde assistir: Prime Video.
Tomboy
Com foco na infância, a produção explora a identidade de gênero por meio de Laure, uma criança de 10 anos que, ao mudar de bairro, decide se apresentar como Mikael. De forma realista e delicada, o filme aborda o sentimento de pertencimento e a liberdade da criança ao viver essa identidade, questionando as expectativas sociais impostas desde cedo.
Onde assistir: Prime Video.
Priscilla, a rainha do deserto
Um clássico do cinema, o filme acompanha duas drag queens e uma mulher trans em uma viagem pelo deserto australiano. A bordo do ônibus Priscilla, elas enfrentam violência e preconceito, mas reforçam laços de amizade e solidariedade. A obra é reconhecida por misturar comédia e drama ao tratar da sobrevivência LGBTQIA+.
Onde assistir: MUBI e Prime Video.
O segredo de Brokeback Mountain
A trama aborda o relacionamento amoroso entre dois vaqueiros nos anos 60, em um ambiente marcado pela masculinidade rígida e pela repressão. Ao longo de décadas, Ennis e Jack tentam viver vidas convencionais, mas permanecem ligados por um desejo proibido pela sociedade da época.
Onde assistir: Prime Video.
A garota dinamarquesa
Baseado em fatos reais, o filme narra a trajetória de Lili Elbe, uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de transição de gênero. Ambientada nos anos 1920, a trama mostra a corajosa jornada de autodescoberta de Lili em uma sociedade conservadora, destacando os desafios enfrentados pela população trans no início do século XX.
Embora o ator Eddie Redmayne tenha sido indicado a uma série de prêmios, sua escolha como o protagonista Elbe gerou reclamações entre muitos críticos argumentando que o papel deveria ter sido atribuído a um ator trans. À época, a escritora trans Carol Grant descreveu o elenco como "regressivo e que contribuiu para estereótipos prejudiciais".
Em sua entrevista ao "Sunday Times", Redmayne disse que a crítica era justificada, admitindo que embora tivesse as melhores intenções, assumir o papel foi um "erro" e ele não aceitaria se fosse oferecido hoje.
Onde assistir: Prime Video e Apple TV.
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