Melhor da Tarde

Deolane Bezerra tem novo revés judicial e continua presa em SP

Defesa da influenciadora alegou celas insalubres com escorpiões, mas Justiça negou pedido de transferência

Da redação

DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 18:10 • Atualizado em 07/07/2026 • 18:10

Deolane Bezerra adotou uma série de estratégias jurídicas na tentativa de reverter ou amenizar sua prisão preventiva. Sua defesa entrou com um pedido de habeas corpus , que foi analisado pela Justiça e rejeitado por unanimidade. A negativa representou um revés importante na tentativa de soltura imediata.

A crise ganhou novos contornos após denúncias da defesa sobre as condições da unidade prisional , alegando que o local possui celas insalubres e pratos sujos. Os advogados relataram ainda que a influenciadora teria matado quatro escorpiões em um único dia. Em nota oficial, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo negou as denúncias, afirmando que os relatos são improcedentes e que o presídio passa por dedetização e desratização periódicas.

Impacto familiar e acusações contra delegada

Outro ponto levantado pelos advogados foi o impacto familiar da prisão, sob o argumento de que Deolane Bezerra está distante da filha, o que teria agravado seu estado emocional. A Justiça rebateu o argumento, mencionando que a própria influenciadora já havia permanecido afastada da família por cerca de três meses durante sua participação no reality showA Fazenda, relativizando a justificativa .

Pedido de cela especial e oposição do Ministério Público

A defesa protocolou um pedido de prisão domiciliar ou, alternativamente, a transferência para uma sala de Estado-Maior. Esse tipo de acomodação especial garante uma cela separada e condições diferenciadas, sem características de cárcere comum. O Ministério Público se posicionou contra o pedido, destacando que ao menos 38 advogados estão atualmente presos em penitenciárias do Estado de São Paulo, sem que tenha havido solicitação semelhante da Ordem dos Advogados do Brasil.

Durante o Melhor da Tarde, os apresentadores analisaram os desdobramentos do caso. Leo Dias e Thiago Pasqualotto ressaltaram que as investidas dos advogados são normais dentro do processo. A influenciadora alega sofrer de síndrome do pânico e expressou o desejo de não permanecer sozinha na cela. Deolane Bezerra chegou a listar sete presídios que possuem as acomodações especiais para os quais gostaria de ser transferida.

Debate sobre a segurança e comportamento da família

Thiago Pasqualotto ressaltou que a unidade prisional atual é de responsabilidade do Estado e que a transferência não deve ser tratada como uma escolha de conveniência. Leo Dias explicou que o presídio atual fica muito distante da capital de São Paulo, onde a influenciadora tem sua base, e que o isolamento geográfico foi planejado pelo Estado para garantir a segurança física de Deolane Bezerra e evitar a aglomeração de fãs na porta, como ocorreu em Pernambuco.

Durante o debate, Leo Dias e Chris Flores apontaram que o comportamento da família está muito diferente em comparação com a primeira prisão. Janaina Nunes destacou que a mudança ocorre porque o caso envolve acusações sérias relacionadas a uma organização criminosa. Sob a orientação de uma equipe jurídica experiente e renomada, os familiares passaram a adotar um tom mais ameno e técnico, evitando publicações em redes sociais que possam prejudicar o andamento do processo.

Prisão de Deolane Bezerra

Deolane está presa preventivamente desde o dia 21 de maio , quando foi detida em Barueri (SP) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Ela foi denunciada e se tornou ré sob a acusação de praticar crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, Deolane teria um papel central na estrutura financeira do grupo , utilizando suas contas bancárias e sua projeção pública para mascarar transações de altos valores oriundas de uma transportadora apontada como braço financeiro da facção.

A OAB-SP ingressou como 'amigo da corte' no habeas corpus apresentado pela defesa de influenciadora para que ela seja transferida para uma Sala de Estado-Maior. O espaço é instalado em unidades das Forças Armadas ou de forças auxiliares, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

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