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O Diabo Veste Prada 2: A continuação superou o original?

Por Redação

REDAÇÃO

05/05/2026 • 20:14 • Atualizado em 05/05/2026 • 20:14

 Pôster do filme "O Diabo veste Prada 2"
Pôster do filme "O Diabo veste Prada 2" - Foto: Reprodução/Divulgação

Fazer uma sequência de um filme que se tornou um clássico não é tarefa fácil. O Diabo Veste Prada (2006) fez tanto sucesso, com momentos que marcaram a cultura pop , que a expectativa para uma continuação era altíssima. Porém, O Diabo Veste Prada 2 , lançado 20 anos depois , não tenta e não precisa superar o original , mas sim trazê-lo de volta de forma nova e emocionante. E é exatamente isso que faz dele um filme muito bom, que, embora não tenha a mesma carga nostálgica do primeiro, se sustenta de maneira impressionante.

Uma História Fresca, mas Fiel à Essência

A grande sacada do filme é que ele não se limita a revisitar os mesmos pontos que o tornaram um sucesso. O roteiro traz algo fresco, mas sem perder a essência do que o público amou na primeira história. Meryl Streep , mais uma vez, entrega uma performance impecável como Miranda Priestly , mas desta vez com mais camadas. Sua personagem, que antes era imbatível e distante, agora surge mais humana, mais vulnerável, o que confere uma nova dinâmica à história. Miranda não perdeu a sua altivez, mas se permite ser mais acessível, e isso é uma das coisas mais interessantes do filme: a evolução dela. Ela entende que o topo pode ser solitário, mas também pode ser compartilhado.

Anne Hathaway Retorna com Maturidade

Anne Hathaway , por sua vez, retoma o papel de Andy Sachs com a mesma graça e dedicação de sempre, e aqui, vemos um pouco mais de quem ela se tornou após os eventos do primeiro filme. O mundo da moda e da Runway ainda deixa marcas em Andy, não só pela sua habilidade de parecer sempre impecável, mas pela maneira como o que ela aprendeu naquele universo reflete em sua vida pessoal e profissional. Ao contrário do que muitos poderiam esperar, o filme não a faz ser uma personagem mais frágil, mas sim uma mulher mais madura, que, embora tenha seguido sua carreira como jornalista , ainda carrega as influências de sua experiência na Runway .

A Relação entre Amizade e Rivalidade Feminina

O filme também sabe explorar muito bem as nuances da amizade e da rivalidade feminina e não as trata como um clichê. Em vez de reforçar a competição entre as mulheres, ele foca na construção de uma parceria entre Andy e Miranda , onde ambas aprendem a valorizar suas diferenças e a se unir em um mundo cada vez mais impessoal e capitalista . Essa abordagem é um grande acerto, trazendo uma mensagem mais positiva sobre o poder feminino e as relações entre mulheres no ambiente profissional.

A Sombra do Primeiro Filme

Mas, claro, é impossível falar de O Diabo Veste Prada 2 sem mencionar a sombra do primeiro filme. A nostalgia que ele carrega não é apenas um fator de comparação, mas uma parte essencial da experiência. O primeiro longa definiu tanto a cultura pop , e suas cenas se tornaram tão icônicas , que, inevitavelmente, o segundo filme acaba sendo comparado com esse marco . E é aqui que o filme encontra seu maior desafio: ele nunca vai ter o mesmo impacto cultural que o original. Isso não significa que o filme seja inferior, muito pelo contrário. O que ele entrega é uma continuação que, por si só, é ótima, mas que, por causa da bagagem emocional que o primeiro carrega, acaba sendo mais difícil de superar.

Reinvenção e Expansão do Universo

No entanto, o que torna O Diabo Veste Prada 2 tão bom é justamente a maneira como ele se reinventa. Ele traz novas camadas às personagens, entrega uma história envolvente, tem um elenco de altíssimo nível, e ainda mantém o glamour e a crítica social que fizeram o primeiro filme um sucesso. Não há uma tentativa de imitar o que foi feito antes, mas sim de expandir o universo das personagens de maneira natural.

Em resumo, O Diabo Veste Prada 2 não é melhor ou pior do que o primeiro filme , mas isso não é um demérito. Ele é um ótimo filme, cheio de coração, humor e performances memoráveis, que vale a pena ver, especialmente para os fãs do original. Não é uma tentativa de recriar a magia do passado, mas sim de continuar essa história de maneira inteligente e prazerosa , sem perder a essência do que a tornou tão amada.

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