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Policial agride estudantes dentro de escola no Largo do Machado, no Rio

Imagens mostram ação de PM contra jovens na Escola Estadual Amaro Cavalcanti; entidades denunciam abuso e detenção de representantes estudantis

LUANNA BERNARDES

25/03/2026 • 12:53 • Atualizado em 25/03/2026 • 12:53

Imagens mostram o momento em que um policial militar agride duas pessoas dentro da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado
Imagens mostram o momento em que um policial militar agride duas pessoas dentro da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado - Foto: Reprodução

Vai ficar afastado das ruas o policial militar que aparece em imagens agredindo duas pessoas no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio.

Segundo as associações municipal e estadual dos estudantes secundaristas do Rio, membros das organizações estudantis foram até o colégio a pedido dos próprios alunos após uma denúncia de assédio por parte de um professor.

As vítimas do docente estavam inseguranças com o fato do acusado não ter sido afastado. Os grupos que representam os interesses dos estudantes foram até o local acompanhar a criação de um abaixo-assinado

Durante a reunião, a Secretaria de Estado de Educação acionou a Polícia Militar para garantir a segurança durante as conversas, segundo a pasta.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o agente, lotado no Batalhão de Choque da PM, dando dois tapas no rosto de uma representante dos alunos da unidade e um soco no rosto do colega dela, que chega a cair no chão.

A Polícia Militar disse a Corregedoria da coporação vai instaurar um procedimento para apurar a conduta do agente. ((De acordo com a corporação, o militar foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Judiciária Militar.))

Segundo as associações municipal e estadual dos estudantes secundaristas do Rio, o agente ainda utilizou gás de pimenta para dispersar o grupo que estava na escola.

A BandNews FM conversou com um dos agredidos pelo policial. João Victor Herbella é representante do DCE-UFRJ, que participou da reunião.

Ele conta que precisou passar leite de magnésia no corpo para conter os efeitos do gás lacrimogêneo e que as associações vão continuar protestando em prol dos alunos.

A reportagem conversou com um aluno do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti. Com a identidade preservada e a voz distorcida, ele conta que as denúncias de assédio contra o professor acusado são frequentes e que os alunos estão com medo depois do episódio.

Procurada, a Secretaria de Estado de Educação afirmou que instaurou sindicância interna para apurar a conduta do professor. A pasta no entanto, não respondeu se o profissional será afastado das atividades.

Sobre as agressões do policial, a Secretaria  informou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, e que a prática é incompatível com os princípios que orientam a educação pública.

A Seeduc reforçou que vai dar apoio aos estudantes envolvidos e seus familiares. O caso foi registrado na delegacia do Catete, que vai conduzir as investigações.

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