O colunista político da BandNews FM e âncora do programa "Tem Método", Carlos Andreazza, analisou nesta quarta-feira (1) as explicações dadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pelo escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barci de Moraes , sobre uma série de oito voos realizados em jatinhos ligados aos empresários Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel , presos por fraudes envolvendo o Banco Master .
Para Andreazza, as notas oficiais são repletas de "contradições internas", evasivas e argumentos "espantalho", que desviam o foco das questões centrais.
A nota do ministro, por exemplo, nega que ele tenha viajado "na companhia" de Vorcaro ou Zettel, uma hipótese que, segundo o colunista, nunca foi levantada pela reportagem que revelou o caso.
Da mesma forma, a defesa alega que as aeronaves não pertencem diretamente a Vorcaro, mas sim a empresas das quais ele é sócio, o que Andreazza classificou como uma manobra para se esquivar da relação.
Voo Irregular e Pagamento Questionável
Um dos pontos mais críticos levantados por Carlos Andreazza é a ausência de explicações sobre um dos oito voos, que teria sido realizado em uma aeronave que não possui autorização para operar como táxi aéreo. Este avião tem Fabiano Zettel como um dos sócios.
""Isso não aparece em nota nenhuma, ninguém explica", criticou o colunista, apontando que, por ser irregular, o serviço não poderia ter sido pago de nenhuma forma, nem mesmo via compensação de honorários."
Outro ponto questionado foi a justificativa do escritório Barsi de Moraes sobre o pagamento dos voos. A nota afirma que os valores eram abatidos dos honorários advocatícios devidos por um cliente, o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Andreazza classificou o arranjo como uma "várzea" e uma "esculhambação", questionando a formalidade do contrato.
""Que várzea é essa? Dos honorários, se abate para pagar esse serviço? Isso é uma bagunça", declarou."
Presença de Ministro Inexplicada
Por fim, o âncora ressaltou que a nota do escritório de advocacia tenta justificar a presença de "integrantes do escritório" nos voos, mas não explica por que Alexandre de Moraes, ministro do STF, e não um advogado da banca, estava a bordo.
""Não há explicação de porquê Alexandre de Moraes, ministro do Supremo, estava nesse avião. Não tem explicação", concluiu Andreazza."
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