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Mônica Bergamo: Judiciário vê delação de Vorcaro com ceticismo

Banqueiro apresenta resistência em incluir nomes de ministros do Supremo no acordo

Por Redação

REDAÇÃO

02/04/2026 • 11:34 • Atualizado em 02/04/2026 • 11:34

Em Brasília, o Judiciário vê a possibilidade de uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro com ceticismo. É isso que aponta a apuração da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo. Ao mesmo tempo em que o acordo é muito esperado porque pode entregar uma série de envolvidos no Caso Master, alguns juristas acham difícil que ela aconteça.

Vorcaro ainda negocia se vai ou não fazer a delação , dependendo do acordo com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Informações de bastidores apontam que Vorcaro está relutante sobre incluir ou não os nomes de ministros do Supremo na fala. Com base em relatórios da ANAC, Mônica Bergamo apurou que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli voaram , mais de uma vez, em jatinhos registrados nas empresas de Vorcaro.

A colunista aponta que a questão financeira é a mais sensível para o acordo de delação. Como Vorcaro quer negociar a própria liberdade, ele precisaria desembolsar bilhões de reais para ressarcir os prejuízos do esquema do Master, valor que ele não teria disponível.

Na prática, o Estado precisa justificar porque deixaria um criminoso livre e, por isso, o valor tende a subir. Além do pagamento alto, a entrega das informações precisa ser proporcional e entrega fatos que a própria polícia ainda não tenha apurado.

Na avaliação de Mônica, o acordo pode ser mais difícil de negociar do que o esperado.

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