BandNews FM Rio

Laudo aponta que Juliana Marins morreu por trauma nas costas e hemorragia interna

Autópsia realizada na Indonésia indica fraturas graves e danos em órgãos vitais; Governo Federal vai assumir custos do translado para o Brasil

VINÍCIUS CALIXTO

27/06/2025 • 11:15 • Atualizado em 27/06/2025 • 11:15

O resultado da necrópsia no corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, indica que ela morreu por traumas contundentes, que resultaram em danos a órgãos internos e hemorragia. A informação é do legista forense que realizou os exames. Segundo o médico, foram encontrados arranhões e escoriações, fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa.A jovem fazia uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, na última sexta-feira (20), quando sofreu uma queda. Após quatro dias de buscas, foi localizada sem vida. O corpo foi içado do local na quarta (25).A autópsia foi realizada na noite de quinta-feira (26). Ainda de acordo com os legistas indonésios, os ferimentos na caixa torácica foram a principal causa da morte.Os médicos estimam que Juliana morreu 20 minutos após os ferimentos. Apesar disso, os legistas não souberam precisar se os traumas ocorreram após a primeira queda. O laudo aponta que a brasileira sofreu forte impacto nas costas, o que causou danos graves na região torácica, provocando um sangramento volumoso.As maiores lesões foram identificadas na parte de trás do tórax afetando órgãos essenciais para a respiração.Em entrevista à BBC News Indonésia, o especialista forense responsável pelo procedimento afirmou que a vítima morreu na quarta-feira (25), entre 1h e 13h, no horário local. A estimativa diverge da declaração da agência de buscas e resgates da Indonésia de que Juliana havia sido encontrada sem vida na noite de terça-feira (24).Ainda de acordo com a imprensa local, o médico afirmou que fatores ambientais, como temperatura e umidade, afetam as alterações post-mortem e que é difícil determinar a hora exata da morte devido a vários fatores. Ele também afirmou que não havia sinais de hipotermia na jovem.A BandNews FM conversou com o médico ortopedista Rodrigo Schröder. Ele contou que é possível que Juliana não tenha resistido aos ferimentos no tempo apontado no laudo, mas que a demora no socorro pode ter contribuído para que ela não resistisse.A partir dos resultados, a família dará início ao processo de translado do corpo ao Brasil. A Prefeitura de Niterói depositou 55 mil reais na conta da família Marins para que possam contratar uma empresa para fazer o transporte do corpo ao Brasil.O presidente Lula havia dito que o Governo Federal assumiria os custos após o mandatário derrubar o decreto de 2017 que impedia o país de assumir custos de translado de corpos de brasileiros mortos no exterior. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (27).Questionado sobre como o Governo Federal lidaria com a situação após o depósito do dinheiro por parte do município de Niterói, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não respondeu a reportagem.))Por meio das redes sociais, o pai de Juliana, Manoel Marins, afirmou que não conseguiu dormir na última noite com saudades da filha.Ainda não há informações sobre quando o corpo de Juliana Marins chega ao Brasil.Horas após o resgate da brasileira, o alpinista voluntário que alcançou o corpo da jovem utilizou as redes sociais para contar como foi a operação. Ele passou a madrugada na beira de um penhasco ao lado de Juliana, usando âncoras para evitar que o corpo deslizasse ainda mais no terreno.O homem, identificado como Agam, já tem mais de 1 milhão e 300 mil seguidores nas redes sociais, incluindo muitos brasileiros, que agradeceram ao alpinista pelo empenho no resgate à brasileira.Uma vaquinha foi criada para arrecadar doações à Agam. A iniciativa organizada pelo site Razões Para Acreditar já arrecadou mais de R$ 400 mil.A vaquinha foi autorizada por Agam, que já adiantou que vai dividir o valor com os amigos que ajudaram no trabalho de resgate.Paralelamente às doações para o alpinista, a família de Juliana publicou um alerta nas redes sociais, informando que não realiza vaquinhas para ajudar nos custos do translado e que as campanhas existentes na internet neste sentido são fraudulentas.

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