
O júri popular da professora Monique Medeiros e do ex-vereador Jairinho, marcado para a manhã da próxima segunda-feira (25), vai começar com o sorteio de sete jurados para a composição do Conselho de Sentença. Os dois réus respondem pela morte do menino Henry Borel, em março de 2021.No procedimento de escolha dos jurados, defesa e Ministério Público vão poder recusar até três jurados cada, sem a necessidade de explicação. Após o sorteio, acontecem as oitivas da testemunhas, começando pelos arrolados pela acusação, seguidos pelos de defesa. Em seguida, acontecem esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados. A expectativa é que o julgamento se estenda por dias.Após o interrogatório, começa a fase de debates. O MP faz a acusação e as defesas falam em seguida. Depois, pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas. Somente após todas essas fases, os jurados se reúnem na sala secreta para definir se os réus são culpados ou não.Monique responde por omissão no caso, enquanto Jairinho é apontado como o autor das agressões que levaram à morte de Henry. Eles também respondem por coação no curso do processo. O julgamento chegou a ser iniciado no fim de março, mas foi remarcado depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior abandonou o plenário.Na ocasião, Monique chegou a ter a prisão relaxada, sob alegação de excesso de prazo, mas teve a prisão preventiva restabelecida pelo Supremo Tribunal Federal no mês seguinte. Por isso, nesse momento, os dois estão presos.O caso aconteceu em março de 2021, quando Henry tinha 4 anos. O laudo de necropsia identificou 23 lesões pelo corpo da criança e concluiu que a morte foi causada por laceração hepática, provocada por ação contundente, e hemorragia interna.
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