Em meio ao anúncio das tarifas ao Brasil, que devem entrar em vigor no dia 1º de agosto, os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (15) a abertura de uma investigação para apurar se práticas e políticas do Brasil restringem e prejudicam o comércio americano . A análise do tema é do apresentador de'O É da Coisa'e colunista da BandNews FM Reinaldo Azevedo.
Para o colunista, apesar de sua "sanha tarifária", Trump encontrou aliados ideológicos que endossam suas teses, que prejudicam o país.
"Independentemente de direita ou esquerda, as forças políticas disseram que não vão endossar as tarifas porque são ruins para todos, mas em um país ele encontrou gente disposta a aderir as suas teses, elogiando essas iniciativas e pensando em disputas internas. Essas pessoas existem e tem representação no Congresso", disse Reinaldo.
No documento, o órgão do governo americano cita a seção 301, da Lei de Comércio de 1974, que é uma norma que prevê a investigação de práticas de outros países que possam ser desleais e que afetam o comércio norte-americano.
O colunista, no entanto, relembrou que nos últimos anos o Brasil tem um déficit comercial de US$ 400 bilhões com os Estados Unidos.
"Ele [Trump] está usando Bolsonaro, que é seu aliado ideológico, para fazer pressão no governo brasileiro. E o Bolsonaro aceitou exercer esse papel contra o Brasil"
Caso a investigação realmente aconteça e os EUA decidam punir o Brasil por mais este caminho, o colunista questionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária.
"Tarcísio, que disse que tentaria iniciar negociações com os estados americanos, vai fazer o quê? Acordo bilateral com o Wyoming? E a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil que chamou as ações de Trump de 'simbólicas'? Vocês vão fazer o quê?", perguntou Reinaldo.
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