O Governo Federal propôs a criação de um subsídio de R$ 1,20 por litro para os importadores de diesel, em uma tentativa de evitar o risco de desabastecimento no país . A proposta, apresentada pelo Ministério da Fazenda aos secretários estaduais , prevê a divisão dos custos: 60 centavos seriam arcados pela União e os outros 60 centavos pelos estados. A medida, se aprovada, teria um custo total de R$ 3 bilhões e seria temporária até maio.
A iniciativa busca resolver um impasse gerado pela política de preços da Petrobras . Como a estatal vende o diesel no mercado interno a um valor inferior ao praticado no exterior, os importadores privados, responsáveis por cerca de 25% do abastecimento nacional, reduziram drasticamente suas compras por falta de viabilidade econômica.
Proposta em análise
A proposta foi formalizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan , em reunião com representantes dos estados. Uma resposta oficial é aguardada para a próxima sexta-feira (28), quando ocorrerá uma reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No entanto, a medida já gera dúvidas sobre a eficácia.
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa , aponta que a defasagem atual do preço do diesel, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) , está em torno de R$ 2,30 por litro.
Somando o novo subsídio proposto (R$ 1,20) a uma subvenção anterior de R$ 0,32, o total da ajuda governamental chegaria a R$ 1,52, valor ainda abaixo do necessário para tornar a importação atrativa.
""A dúvida é se os importadores vão achar vantajoso diante de uma média internacional que está mais cara do que o governo está oferecendo para fechar esse buraco. O que os especialistas estão me dizendo é que eles acham que os importadores vão continuar achando que não vale a pena", completa."
O dilema do governo
O governo se encontra em uma "sinuca de bico", como define a colunista. Se não conseguir garantir a importação, o país corre o risco de enfrentar desabastecimento. Por outro lado, se a Petrobras optar por um novo aumento significativo nos preços para se alinhar ao mercado internacional, cresce o temor de uma nova paralisação dos caminhoneiros, categoria sensível às oscilações do diesel.
A situação é delicada e o governo busca equilibrar a garantia do fornecimento com a contenção da inflação e a pressão política. Uma reunião com lideranças dos caminhoneiros está agendada para esta quarta-feira (25) para discutir o cenário e buscar alternativas que evitem uma crise no transporte de cargas.
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