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Grupo Iveco investe R$ 100 milhões em nova geração de motores a etanol em MG

Investimento prevê motores menos poluentes e um novo centro de pesquisa da Iveco em Contagem

Thiago Ventura

THIAGO VENTURA

27/11/2025 • 15:49 • Atualizado em 27/11/2025 • 15:49

Colheitadeira Axial Flow série 260 equipada com motor FPT Cursor
Colheitadeira Axial Flow série 260 equipada com motor FPT Cursor - Foto: Divulgação

De Sete Lagoas, Minas Gerais, sairá uma nova geração de motores voltados para veículos de trabalho, com foco na redução de poluentes e uso do etanol como combustível. O plano integra o investimento de R$ 100 milhões que será aplicado até 2030 pela FPT Industrial, divisão de powertrain (motor e câmbio) do Iveco Group. A multinacional italiana vive nova fase após aquisição pela indiana Tata.

A fábrica na região Central de Minas completou 25 anos e acompanhou as transformações da empresa-mãe. A unidade surgiu antes da criação da própria FPT, que já passou pela CNH Industrial, Iveco e agora Tata. Segundo o presidente da companhia, Carlos Tavares, não haverá mudanças na estratégia para o Brasil.

Já são mais de 725 mil motores fabricados em Minas Gerais desde 2000. Atualmente, a planta produz motores das famílias F1, NEF e S8000, empregados em veículos comerciais, máquinas agrícolas e de construção, além de aplicações para geração de energia. Esses motores equipam vans e caminhões da Iveco e também atendem clientes como Volkswagen Caminhões e Tata.

O ciclo de investimento prevê ainda outros R$ 27 milhões para a fábrica de Córdoba, na Argentina, com foco em blocos movidos a gás natural. No Brasil, os valores serão aplicados na unidade de Sete Lagoas e na construção do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Contagem (MG).

A empresa mantém foco no desenvolvimento de tecnologias voltadas à descarbonização, incluindo motores aptos a operar com etanol, gás natural, biometano e, quando necessário, hidrogênio. Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento seguem em curso até 2028 e integram a transição tecnológica planejada para o longo prazo pela FPT.

Um dos planos prevê o lançamento de um motor bicombustível, movido a etanol e gás natural. A proposta não é um sistema flex, mas um motor capaz de utilizar os dois combustíveis em reservatórios separados. A FPT também possui motores elétricos, produzidos na Itália, mas a empresa aposta mais em soluções movidas a etanol para o mercado brasileiro.

O histórico da planta inclui certificações e marcos institucionais, como o nível Silver no World Class Manufacturing e a eliminação de envio de resíduos para aterro em 2020. Outros avanços incluem o desenvolvimento e certificação de motores MAR-I/Tier 3, em 2017, destinados ao segmento agrícola e de construção.

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