Band FM

Pai ausente tenta reconquistar filha, mas é rejeitado

Edson virou as costas para a filha que teve na juventude e descobriu tarde demais o peso da ausência: leia no Quem Ama Não Esquece

Da redação*

DA REDAÇÃO*

03/07/2025 • 15:37 • Atualizado em 03/07/2025 • 15:37

Edson fugiu da responsabilidade de ser pai por quase duas décadas. Só depois de ter outra filha e conhecer o verdadeiro significado do amor paterno, entendeu o tamanho do erro que cometeu. Arrependido, ele decidiu procurar a primogênita, mas a resposta que recebeu foi dura – e definitiva. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta quinta-feira, 3 de julho.

Neguei, fugi, bloqueei: achei que o tempo apagaria o que eu fiz

Tem histórias que não dá pra consertar. Mas tem momentos em que, mesmo tarde, a gente precisa tentar.

Essa é a minha tentativa.

Eu conheci a Priscila numa fase da vida em que eu não queria nada sério com ninguém. Tava curtindo a minha liberdade, saindo com quem aparecia, vivendo como se não houvesse amanhã. Ela apareceu em uma noite qualquer e a gente gostou um do outro.

A gente ficou, depois ficou de novo, e de novo. Mas eu nunca prometi nada e, pra ser justo, ela também não. Era uma coisa livre, sem nome, sem compromisso. Pra mim isso era muito claro. Nunca teve sentimento... nunca teve nada além de umas saídas vez ou outra. E talvez tudo ficasse assim, mas aí, um dia, tudo mudou.

— Edson, eu sei que isso não era planejado, mas... mas eu tô grávida.— Grávida? Como grávida?— Ué, Edson... grávida.— Mas e daí? O que eu tenho a ver? Com certeza não é meu.— Claro que é. Eu sei que a gente não tem nenhum compromisso, mas eu sei que é seu. Eu não sou nenhuma... nenhuma... bom, eu não fico saindo com um monte por aí.— Isso é o que você diz, né?— Nossa, você é um idiota mesmo. Eu tô falando que o filho é seu. Se você não acredita, a gente faz DNA.

Eu ri. Juro por Deus que ri. Ri de nervoso, ri de medo, ri porque não sabia lidar. E depois, como todo covarde, neguei, disse que não era meu e ponto final.

Depois, eu desapareci da vida dela. Não atendia ligação, não respondia mensagem, nada.

Ela continuou me procurando, e eu continuei me fingindo de morto. Eu era jovem, imaturo e burro. Tão burro que achei que negar a existência de um filho ia fazer com que ele deixasse de existir.

"Faz DNA": a frase que mudou tudo e me colocou na Justiça

Mas alguns meses depois, eu recebi uma intimação. A Priscila já tinha tido a criança e tinha entrado na Justiça pedindo o reconhecimento da paternidade.Eu tive que fazer o teste de DNA e só fui porque fui obrigado. Eu fiz aquele exame no maior mau humor do mundo, de cara feia, reclamei, falei que era perda de tempo.

E quando o resultado chegou... 99,9%. A menina que ela tinha tido era minha mesmo.

Eu lembro até hoje da raiva que eu fiquei. Na minha cabeça, a Priscila era uma interesseira que queria o meu dinheiro. E eu era tão tonto que pensava isso mesmo sem ter onde cair morto.

Eu fui obrigado a ajudar financeiramente e passei a pagar pensão, mas eu nunca tive o menor interesse em conhecer ou saber da minha filha. Eu só assinei o que tinha que assinar, e pronto.

Eu não fui atrás. Eu tinha raiva, mágoa, orgulho, tudo misturado.Se ela queria o dinheiro, eu ia dar o que o juiz mandasse, mas ela que não contasse com mais nada de mim. Muito menos minha presença.

Ela não quis ter a menina? Ela que se virasse. Eu que não queria nada disso. Nunca quis.

Eu lembro que a última conversa que eu tive com a Priscila, eu deixei isso muito claro.

— Pronto, agora pode ficar tranquilo, Edson. Eu não vou correr atrás de você mais, não.— Também, né? Já conseguiu tudo o que você queria. Quero é ver se esse dinheiro que você tá tirando de mim vai pra ela mesmo.— E você acha que essa mixaria que você vai dar de pensão vai servir pra quê? Pra eu ir pra Paris? Você não se enxerga mesmo, né? Olha, sinceramente, por mim eu nunca mais olho na tua cara. Depositando todo mês o que o juiz mandou, tá tudo certo...— Por mim, ótimo!— ...Agora de uma coisa você pode ter certeza: ela vai saber, viu? Você não quer ser pai? Beleza. Mas ela vai saber. Vai saber seu nome, sua cara, sua história, tudinho. A Sofia vai crescer sabendo quem, INFELIZMENTE, é o pai dela… e o que ele escolheu ser.

Tive outra filha e senti o peso do pai que nunca fui

Na hora, eu virei as costas e fui embora como se nada tivesse me atingido.Os anos passaram e eu vivi exatamente do jeito que eu quis. Trabalhei, viajei, me envolvi com outras mulheres, tive muitos relacionamentos… mas nada durava muito.

De vez em quando, sim, eu lembrava que tinha uma filha por aí. Lembrava do nome dela, da idade que devia estar, ficava imaginando se ela parecia comigo ou com a mãe, mas era só isso.

Pensar, imaginar. Nunca passou disso.“Estou pagando pensão, já é mais do que muita gente faz”, eu dizia.

Até que, muitos anos depois, a vida me deu outra filha.

Depois de muito aproveitar por aí, eu finalmente encontrei uma mulher por quem me apaixonei. Eu já tinha mais de 40 anos e, que já tinha me convencido de que ia morrer solteiro, me casei com tudo o que ela queria: igreja, festa, véu e grinalda.

Minha esposa tinha o sonho de ser mãe e foi assim que a Giovana veio para a minha vida.

Eu lembro até hoje da sensação que eu tive quando segurei minha filha nos braços a primeira vez. Foi ali que tudo bateu.

O amor que eu senti me fez perceber o que a Sofia não teve. E aquilo doeu.

Minha esposa sempre soube da história. E me incentivou a buscar a Sofia. Mas eu ainda era covarde. Demorei. Enrolei. Me escondi de novo. Até que não dava mais para fingir.

Ela não gritou, não chorou... só pediu que eu nunca mais a procurasse

— Edson? O que foi? Por que você tá ligando?— Eu... eu preciso falar com você.— Pode falar pelo advogado, como sempre. Mas não tem nada pra falar. A pensão tá certa. Vai querer diminuir?— Não tem nada a ver com pensão. Eu... eu queria saber da Sofia. Eu sei que não tenho direito nenhum, mas eu queria saber dela. Eu queria ver ela. Conversar. Pedir desculpa. Sei lá. Eu queria tentar.— Agora? Agora, Edson? Só pode ser piada. Olha... por mim esse encontro não acontece nunca, mas eu vou deixar a Sofia decidir. Ela tem direito. Eu te aviso.

Dois dias depois, ela me mandou uma mensagem dizendo que a Sofia queria me ver e marcando um encontro no shopping para o dia seguinte.Meu coração disparou.

Pela primeira vez, eu estava nervoso por encontrar alguém. Mas claro... não foi como imaginei.

Quando vi minha filha pela primeira vez, quis abraçá-la. Mas percebi que ela não queria isso.

Antes que eu dissesse qualquer coisa, ela me interrompeu: “Eu só vim te dizer uma coisa: não me procura mais.”

Ela não falou com raiva. Falou com indiferença. Disse que não me odiava, mas que também não sentia nada. Nunca soube o que era ter um pai – e que, pra ela, estava tudo bem assim.

Colocou o fone de ouvido, virou as costas e foi embora. Como se eu fosse nada.

E talvez eu fosse mesmo.

Eu fiquei lá, olhando pro nada. Sem reação. Com vontade de sumir. Tanta coisa que eu queria dizer. Mas ela já tinha ido.

E aí eu percebi que, às vezes, a gente não tem direito nem de pedir perdão. Eu neguei uma filha. Virei as costas pra uma criança. E agora carrego o peso de não ter estado lá.

Se tem uma coisa que a paternidade me ensinou com a Giovana é que o amor de um pai não é sobre merecimento. É sobre presença. Sobre insistência.

E por mais que a Sofia não queira me ver nunca mais, eu vou continuar aqui.Mesmo que de longe. Mesmo que em silêncio. Eu não tô dizendo que mereço perdão. Porque eu... eu não mereço.

Mas eu tô dizendo que não vou desistir de ser, pelo menos agora, o que eu deveria ter sido desde o começo.

Essa foi a minha tentativa.E vai continuar sendo.Todos os dias.Até o fim.

Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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