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Mulher descobre traição do marido com patroa; leia relato real

Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece", da Band FM

Da redação

DA REDAÇÃO

04/06/2025 • 14:04 • Atualizado em 04/06/2025 • 14:04

Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece"
Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece" - Foto: Envato Elements

Carol conheceu Leandro no ônibus. Os dois se apaixonaram e, mesmo sem nada, começaram uma vida juntos. Ela conseguiu um emprego na casa da Dona Isabel, uma mulher rica e reservada.

Logo indicou o marido, e os dois passaram a trabalhar no mesmo lugar. Só que Carol começou a notar um clima estranho entre ele e a patroa. Dona Isabel começou a dar presentes caros para Leandro, e a desconfiança virou certeza quando Carol encontrou fotos comprometedoras no celular do marido.

Sentindo-se traída, ela decidiu se separar, já que perdeu o marido e também o emprego. O que parecia ser a chance de uma vida melhor virou o fim de um sonho. Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece", da Band FM :

Fui trocada pela patroa

Eu conheci o Leandro de um jeito simples, mas que me marcou como se fosse cena de filme. Eu estava no ônibus quando ele me ofereceu o lugar no banco. Quando chegou no meu ponto, ele desceu junto, só para conversar comigo e pedir meu telefone.

Nem era onde ele deveria descer, mas ele sempre disse que, se me deixasse ir embora, ia se arrepender pelo resto da vida. Foi assim que nossa história começou. Tudo foi muito rápido e intenso e, em poucos meses, a gente já estava morando junto.

Era uma casinha bem pequena, bem pequena mesmo. Só cabia o nosso colchão — que também servia de sofá — e uma mesinha redonda de dois lugares. É... a gente não tinha nada! Nem casa própria, nem carro, nem emprego fixo.

A gente tinha um ao outro, e naquela época isso parecia mais do que suficiente. Leandro fazia bicos de pedreiro, jardineiro, motorista... o que aparecesse. E eu limpava casas e cuidava de crianças. O sonho dele era, um dia, abrir uma oficina. E eu queria fazer um curso de cuidadora e arrumar um emprego registrado.

Nós tínhamos planos. Sempre tivemos. E eu juro: toda vez que ele olhava nos meus olhos e dizia que era só questão de tempo para tudo melhorar, eu acreditava. Acreditava porque ele era aquele tipo de homem que passa segurança. Não precisava dizer muito. Só de estar do meu lado, eu já me sentia protegida.

Um dia, uma das mulheres para quem eu trabalhava me indicou para uma amiga dela. O nome dela era Isabel — Dona Isabel — e eu não podia imaginar que ela mudaria a minha vida para sempre. Dona Isabel precisava de alguém para trabalhar fixo na casa dela e ajudar a cuidar da filha, que tinha 10 anos.

Apesar de ser uma casa muito grande, parecia um trabalho simples, porque a menina já era crescida e não devia dar muito trabalho. Ela pediu que eu fizesse um teste de uma semana e, no final, me contratou. Nossa! Era tudo o que eu tinha pedido a Deus.

— Jura, Carol? Mas compensa?

— Compensa! O salário é bom e ela vai me registrar. Férias, décimo terceiro, tudo certinho. Fora que o horário é bem tranquilo.

— Ah, que bom, meu amor! Com certeza vai ser menos cansativo do que ficar indo em tantas casas diferentes.

— E mais seguro também! Tô muito feliz, Leandro.

— Se você tá, eu tô também.

Trabalhar como diarista até podia pagar mais, mas era muito incerto. Tinha semana que aparecia faxina, e semana que não aparecia quase nada. Então aquele emprego tinha mesmo caído do céu.

Como eu imaginava, o trabalho não era muito pesado. A filha da Dona Isabel era uma menina tranquila e não precisava exatamente de uma babá. Era mais serviço de casa mesmo. Minha patroa era uma mulher de uns 45 anos, separada, muito bonita, elegante, mas também meio esnobe — daquelas que não gostam muito de conversar.

Mesmo assim, um dia eu a ouvi falar ao telefone que estava precisando contratar um motorista para levar a filha para a escola e para o curso de inglês. Foi aí que pensei no Leandro. Seria ótimo para ele também ter um emprego fixo, fora que a gente estaria perto um do outro.

Então, me enchi de coragem e perguntei se ela poderia fazer uma entrevista com meu marido. Ela respondeu daquele jeito dela, meio seco, mas topou. No dia seguinte, levei o Leandro até a Dona Isabel e, depois de um papo rápido, de uns 15 minutos no máximo, ela o contratou como motorista.

Nossa! Fiquei tão feliz que, na volta do trabalho, até parei na igreja para agradecer. Nós dois com carteira assinada, trabalhando num lugar bom, que pagava direitinho... parecia até um sonho!

Os primeiros dias foram muito bons. Leandro fazia direitinho o serviço dele. Levava a menina para a escola, voltava e ficava ali por perto, sempre pronto para qualquer coisa. Dona Isabel, satisfeita com o trabalho dele, passou a pedir cada vez mais coisas. Mas o que parecia ser bom, de repente, começou a ficar esquisito.

Ela, que era tão seca, tão fechada, tão esnobe, de repente estava cheia de simpatia para o lado do Leandro. Antes, passava o dia inteiro trancada no quarto dela.

Agora, descia até de batom pra "ver se estava tudo certo com o carro". Também passou a pedir para ele levá-la a compromissos particulares, que não tinham nada a ver com a filha. E ele ia. Sempre ia.

Teve um dia que deu meu horário de ir embora, e ele ainda não tinha voltado. Mandei mensagem, e ele disse que eu podia ir para casa, que ele ia direto, porque o compromisso dela tinha atrasado e o trânsito estava horrível.

— Cheguei, meu amor. Olha, trouxe pão pra gente lanchar.

— Leandro, são quase dez da noite!

— Eu sei, a cidade tá toda parada. Desculpa, Carol. Mas a Dona Isabel prometeu que vai pagar hora extra.

— O que mais ela prometeu pra você?

— Quê? Como assim?

— Eu tô achando tudo muito estranho, Leandro. Ela tá cheia de sorrisos pra você.

— Carol, não viaja. Presta atenção no absurdo que você tá falando.

— Por que absurdo? Ela é divorciada, solteira... e você, todo bonito, forte...

— Ela é de outro nível. Nunca olharia para um homem como eu.

Ele falou isso como se fosse uma coisa boa. Mas, primeiro, ao falar isso, ele quis dizer o quê? Que o meu nível era qual? Que a Dona Isabel era superior só por ter mais dinheiro? E, segundo, eu não acreditava em nada daquilo. Eu não era trouxa. Eu via muito bem como ela olhava para o meu marido. Podia até não ser com um interesse romântico, mas alguma coisa ela queria. Nem que fosse só diversão.

Eu tentei muito me convencer de que era coisa da minha cabeça, que era insegurança boba, mas, com o passar dos dias, aquilo só foi crescendo dentro de mim.

A Dona Isabel tava sim dando em cima do meu marido. E ele... ele tava gostando. Quando eu reclamava que ele tava trabalhando até tarde, ele dizia que não podia fazer nada, que ordens eram ordens. E o que eu devia fazer? Brigar com minha patroa? Obrigar o Leandro a pedir demissão?

Um dia, simplesmente, ela apareceu com cinco camisas novas pra ele. Camisas de marca, caras. Disse que era pra ele se apresentar melhor quando estivesse trabalhando.

Ele dizia que eu tava louca, viajando, criando coisa... mas, no fundo, ele tava adorando aquilo. Os dois tavam me fazendo de trouxa. A gota d'água mesmo foi quando ele começou a usar um perfume novo.

— Foi a Dona Isabel que me deu.

— Você tá de brincadeira comigo, né?

— Ela disse que gosta que fique esse cheiro no carro.

— Calma, Carol. Sem paranoia. Eu só vou usar quando estiver trabalhando, porque ela gosta.

— Chega desse absurdo, Leandro. Essa mulher tá te querendo. Se é que já não conseguiu...

— Não me ofende. Eu só tô aqui a trabalho.

— Então pede demissão! Eu não quero mais você perto dela.

— Eu não vou pedir demissão... Esse trabalho paga bem e é fácil. Seja mais racional.

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