Agro

Caso de sucessão familiar teve muito sucesso em Goiás

Em Goiás, agricultor de 23 anos incorporou tecnologias para elevar a eficiência com ajuda da assistência técnica

Por Redação

REDAÇÃO

25/07/2025 • 14:36 • Atualizado em 25/07/2025 • 14:36

O tema sucessão no campo é recorrente no agronegócio. Famílias tradicionais que atuam no setor vêem os jovens deixando a zona rural para se dedicar a outras profissões. No entanto, no interior de Goiás, a citricultura tem ganhado um novo fôlego com a entrada de jovens no agronegócio .

Gabriel Patriota, um jovem de 23 anos, é um exemplo vivo dessa transformação no agro. Desde muito cedo, ele assumiu a liderança da fazenda da família e hoje gerencia todas as operações e decisões diárias da propriedade que já conta com cerca de 55.000 pés de laranja. "Começamos nisso ainda criança. A propriedade que tem 10 mil plantas já está produzindo e a partir daí, começamos a plantar, de pouco em pouco, e aumentamos para 45 mil plantas", relata Gabriel, destacando seu envolvimento desde a infância e o crescimento progressivo da produção.

Além de realizar um sonho de infância, Gabriel mudou a realidade de sua família, combinando produção eficiente, gestão e empreendedorismo, o que transformou a fazenda em um negócio rentável. A assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) foi crucial para esse sucesso, oferecendo suporte na administração e nas práticas agrícolas. “O Senar tem sido um aliado estratégico, com orientações sobre necessidades agronômicas das plantas, como dar o estresse certo”, conta. “Tem planta que precisa de estresse para produzir bem e estamos fazendo este manejo com eles”, diz Gabriel sobre a importância do acompanhamento técnico para melhorar a produção.

Apesar do potencial da citricultura no estado, os produtores vivem em constante alerta. No ano passado, Lucas Nascimento, técnico e hoje supervisor do SENAR, identificou o primeiro caso de greening em Goiás. A praga foi encontrada em mudas transportadas sem os procedimentos adequados e tem o potencial de dizimar pomares cítricos em poucos meses. "No primeiro momento haviam muitas plantas doentes. O passo mais difícil foi identificar e começar a tratar essas plantas. A partir desse primeiro momento, não é correr atrás de uma ajuda de alguma coisa e pôr firme, trabalhar bastante", conta Lucas sobre os desafios enfrentados e a importância de uma ação rápida e eficiente para controlar a disseminação da doença.

Com coragem e a orientação técnica adequada, Gabriel segue superando os desafios do campo e já pensa em expandir suas operações, continuando a tradição familiar e contribuindo para a evolução do setor agrícola na região.

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