Agro

Conheça a Rota do Café de São Paulo, onde fica e como visitar

Roteiro turístico passa por todas as etapas da produção de café, do plantio à degustação de grãos especiais

VIVIANE TAGUCHI

09/04/2025 • 13:13 • Atualizado em 09/04/2025 • 13:13

Imagine reviver o passado, com toda a tecnologia do presente, e entender tudo sobre a produção de café na prática. Nesta terça-feira (8), o governo de São Paulo apresentou oficialmente o projeto Rotas do Café de São Paulo , uma iniciativa que reúne 57 atrativos turísticos ligados ao grão em 25 cidades. São cinco rotas que passam pelas fazendas de antigos Barões do Café, museus, plantações de cafés premiados internacionalmente e centros de pesquisa.

O projeto integra produtores , cooperativas, indústrias e consumidores, estimulando a criação de novas empresas e o fortalecimento e serviços locais, incluindo a rede hoteleira. Com essa dinâmica, a iniciativa busca consolidar São Paulo como um destino turístico e comercial de referência no setor cafeeiro , responsável por R$ 5 bilhões do valor da produção agropecuária paulista (VPA) no ano passado.

“São Paulo se desenvolveu às margens dos trilhos dos trens, que chegavam ao interior para levar o café até o Porto de Santos. Dali nasceram as ferrovias e as cidades ao redor delas. Celebrar as Rotas do Café é celebrar a história do estado de São Paulo e a aliança entre produtores, indústrias e cooperativas para contar essa história e mostrar que São Paulo tem o melhor café do Brasil”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas, durante o lançamento. “Estamos muito focados no desenvolvimento das nossas vocações para fomentar e desenvolver os arranjos e cadeias produtivas para ganhar eficiência do ponto de vista logístico, diminuir a burocracia e tornar o estado mais digital”, destacou.

As rotas estabelecidas são: Rota Cuesta, Itaqueri e Tietê Paulista (que abrangem municípios como Brotas, Dois Córregos e Dourado); Rota Circuito das Águas Paulista (Serra Negra, Monte Alegre do Sul, Amparo e Campinas); Rota Mantiqueira Vulcânica Paulista (Caconde, Espírito Santo do Pinhal e Águas da Prata); Rota Mogiana Paulista (Franca, Pedregulho, Patrocínio Paulista e Cristais Paulista) e Rota Alta Paulista (Marília e Garça).

Além das rotas, há destinos cafeeiros como Instituto Biológico , na capital; Sítio Berelu , em Cerqueira César; Sítio Sol Nascente , em Ibiúna; e APTA Regional de Adamantina . Entre as vivências estão o Museu do Café de Piratininga / Fazenda São João , em Piratininga; Museu do Café , em Santos; Ateliê Casa das Artes e Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, ambos em Socorro; e o Recanto da Querência , em Garça.

A iniciativa é uma parceria da Casa Civil com as secretarias de Turismo e Viagens (Setur), Economia e Indústria Criativas (Secult), Agricultura e Abastecimento (SAA), Desenvolvimento Econômico (SDE), da InvestSP, ligada à SDE, e do Museu do Café, de Santos.O projeto também está conectado ao Programa SP Produz, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que reconhece, apoia e fomenta Cadeias Produtivas Locais (CPLs). Para este segmento cafeeiro há três CPLs reconhecidas: Divinolândia, Caconde e Torrinha.

Atualmente, São Paulo conta com mais de 12 mil profissionais empregados no cultivo e mais de 1,1 mil no comércio atacadista de café em grão no estado, segundo dados do Caged, de janeiro de 2025. A expectativa é que, com as Rotas do Café, a geração de emprego no setor seja potencializada, inclusive em áreas de comércio e serviço indiretamente beneficiadas.

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