Agro

Grupo de javalis destroi plantações e parque ecológico

Em uma noite, o grupo estourou a cerca, devastou lavoura de milho, quebrou árvores e destruiu uma nascente

Por Redação

REDAÇÃO

08/04/2025 • 13:14 • Atualizado em 08/04/2025 • 13:14

“Parecia um terremoto”, diz o agricultor Pedro Aparecido Magro, de Londrina (PR), após verificar que algo bem estranho havia ocorrido em sua lavoura durante a noite. Os javalis devastaram uma área inteira cultivada com milho , destruíram uma nascente e ainda estragaram a cerca, recém-instalada na propriedade, justamente para proteger a roça dos animais. A situação tem se repetido com frequência no Paraná, onde os javalis são uma ameaça para a produção rural e ainda, para o meio ambiente. Agora, eles estão sendo abatidos para evitar mais prejuízos.

No Parque Estadual Mata dos Godoy , que possui 690 hectares e fica próximo a propriedades rurais, os javalis também fizeram um estrago gigante. Os solos estão sendo remexidos e os troncos das árvores, quando não estão quebrados, mostram sinais de que os animais se coçaram por eles. “Próximo da mata, há plantações e eles invadem o parque para se alimentar. Eles levantam a vegetação em busca de comida”, conta o guardião do local, José Ferreira da Silva.

Segundo Silva, as varas que são avistadas no parque chegam a ter até 30 indivíduos que pesam mais de 200 quilos. Câmeras instaladas pelo parque flagraram animais agindo sozinhos e em bandos e muitos, acompanhados por filhotes. Os animais foram filmados vandalizando a mata e as plantações de comida no local, além de poluir o riacho que corta o parque.

Os javalis são animais exóticos originários da África e Ásia e foram trazidos para o Brasil. Por isso, na natureza, eles não têm um predrador e, por isso, se multiplicam sem controle na natureza, além da fartura de alimentos nas matas e lavouras. Os animais chegam facilmente aos 200 quilos.

Na região do Paraná, o Instituto Água e Terra está instalando armadilhas em redes nas Unidades de Conservação do Estado. O animal é atraído para a rede com comida e, após alguns dias passando pelo local para se alimentar, ele é capturado. Após a captura, o animal precisa ser abatido por profissionais autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

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