
As exportações brasileiras de carne bovina in naturamantêm um ritmo acelerado nos primeiros sete dias úteis de abril de 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) , o volume médio diário de embarques alcançou 13.895 toneladas, consolidando um patamar elevado para o setor.
Além do volume expressivo, o preço médio pago pela tonelada do produto brasileiro no mercado internacional também apresenta valorização. Atualmente, o valor médio está em US$ 6.078,70 por tonelada, um salto significativo em comparação aos US$ 5.030,30 registrados em abril do ano passado.
Mercado interno registra boa liquidez
No cenário doméstico, o mercado de carne bovina apresenta boa liquidez, acompanhada de aumentos nos preços médios da carne com osso no atacado da Grande São Paulo. O movimento reflete a dinâmica entre a oferta disponível e a demanda interna aquecida.
Na última sexta-feira (10), a carcaça casada de boi — que compreende o conjunto do traseiro, dianteiro e ponta de agulha de um lado do animal — foi negociada, em média, a R$ 25,09/kg à vista . O valor representa uma alta de quase 2% em relação ao dia anterior, 2 de abril.
A valorização torna-se mais evidente quando comparada ao desempenho histórico do setor. Em 30 de abril de 2025, o preço médio da carcaça casada bovina à vista era de R$ 22,89/kg. Em termos nominais, o aumento acumulado em relação ao fechamento de 2 de abril de 2026 chega a 9,6%, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Contexto e perspectivas para o setor
O desempenho das exportações é um fator determinante para a sustentação dos preços no mercado brasileiro. Quando o volume de vendas externas aumenta, a disponibilidade interna pode ser impactada, pressionando as cotações no atacado e, consequentemente, no varejo para o consumidor final.
Especialistas do setor indicam que a combinação de preços internacionais elevados e a busca por novos mercados tem favorecido o balanço comercial do agronegócio. Por outro lado, o monitoramento do consumo interno segue como ponto de atenção para os frigoríficos, especialmente diante das oscilações de custos na cadeia produtiva.
Com a manutenção do atual ritmo de embarques e a valorização do preço por tonelada, a expectativa é de que o setor de carne bovina encerre o mês de abril com números robustos na balança comercial.
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