Saúde

Interoperabilidade é tendência necessária no setor da saúde

Integração de sistemas pode acelerar processos e melhorar o atendimento médico

Luccas Balacci

LUCCAS BALACCI

29/05/2025 • 23:34 • Atualizado em 29/05/2025 • 23:34

A interoperabilidade é uma das mais importantes pautas na área da saúde. Dados da Sala Digital , parceria entre a Band e o Google, mostram um avanço no interesse de buscas sobre o tema pelos brasileiros, principalmente a partir da pandemia de covid-19.

O tema foi abordado no programa Viver Melhor , da BandNews TV, apresentado pelo infectologista Jean Gorinchteyn, que recebeu especialistas para debater o impacto da tecnologia no atendimento médico. A diretora-executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Milva Pagano, explicou o que é interoperabilidade e qual sua importância na saúde.

“É um termo que está muito na moda e trata da possibilidade de acessar, transferir e compartilhar dados de pacientes entre diversas entidades e instituições de saúde. São informações que chegam a hospitais, laboratórios e consultórios independentemente do sistema que cada entidade utiliza", explica.

Um exemplo prático é um paciente que passa por atendimento em determinado consultório, faz uma bateria de exames e, em determinado momento, busca um médico de um outro local. Sem a integração de sistemas, o novo médico pode não ter acesso fácil aos resultados dos exames e, dependendo da situação, pode inclusive pedir nova avaliação. O paciente e o médico perdem tempo de ação e o hospital ou laboratório perde eficiência no atendimento.

Os desafios da interoperabilidade

Milva Pagano defende que a interoperabilidade é um caminho sem volta, mas que desafios precisam ser superados. “Há desafios ligados à padronização, ou seja, uma comunicação comum a diferentes entidades. Isso requer um grande trabalho em tecnologia e desenvolvimento de sistemas, além do investimento em servidores para disponibilizar os dados em nuvem."

O principal embate, porém, é sobre a segurança das informações sobre os pacientes. “Esse é o desafio principal, a gestão e o compartilhamento de dados sensíveis.” Jean Gorintchteyn complementa: “Ao mesmo tempo que há eficiência, deve haver segurança tanto para o paciente, como para o médico ou profissional que está fazendo o atendimento.”

As vantagens, segundo o infectologista, são diversas. “O médico vai poder conhecer o histórico, saber de antecedentes, o que foi ou não foi feito, quais medicações o paciente faz uso, ou fez uso e abandonou por um quadro alérgico. Isso dá muito mais segurança de ação.”

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